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Quatro vezes gigante

Postado por Aloisio | terça-feira, 13 de novembro de 2012


Tricolores de sangue grená, a espera acabou. O título veio antes até do que eu esperava, em Presidente Prudente, longe de casa, sob um sol escaldante. Mas nunca o Fluminense foi tão Fluminense quanto naquele certame. E após o jogo, do qual falarei mais adiante, uma miríade de sentimentos e lembranças tomou-me.

O ano era 1996. Após o ano fabuloso de 1995, a derrota voluntária do Flamengo para o Bahia na última rodada do campeonato de 1996 nos rebaixava à segunda divisão, num campeonato marcado por um escândalo de arbitragem. O campeonato foi invalidado, e todos culparam o Fluminense de modo incompreensível.

O ano era 1997. A equipe continuava com qualidade lamentável, tal qual a postura do homem que comandava o futebol do clube, de triste e nojenta memória. Arbitragens, torcidas, mídia... todos nos perseguiam pela mentira ventilada no ano anterior. E, assim, caímos, novamente, à série B. Tanto não tivemos culpa alguma no que ocorrera no passado que disputamos a divisão inferior.

O ano era 1998. A transição política do Fluminense ainda não tinha sido concluída, e o time continuava sofrendo em campo. Após uma curta série B, com 10 jogos para decidir a nossa vida, arbitragens lamentáveis nos tiraram pontos importantes em dois jogos, e sofremos novo descenso, junto com ¼ dos times da segunda divisão daquele ano.

Nessa altura, eu tinha 18 anos. Era duro, muito duro, ser tricolor. Mas eu amava as três cores que traduzem tradição e nunca ia abandoná-las. No ano de 1999, a chegada não só de um patrocínio de verdade, que andava em falta, mas também de Carlos Alberto Parreira e sua comissão técnica, além da eleição de David Fischel para presidente, começou a mudar nossos rumos. Vencemos por obrigação a terceira divisão, e subimos no campo.

O ano era 2000. Mais uma vez fomos apontados como vilões em mais uma virada de mesa que nada teve a ver conosco, para salvar os traseiros de outros times ameaçados de queda. Disputamos a competição que aconteceu naquele ano e nos colocamos muito bem. Tão bem que não haveria sentido permanecermos em uma divisão inferior no ano seguinte. Aquele terceiro lugar no módulo mais difícil da João Havelange FOI o nosso acesso, não tenham dúvidas disso.

Após isso, amigos, o Fluminense voltou ao seu lugar de protagonismo e relevância.

2001 – Semifinalista do Brasileirão
2002 – Campeão Carioca, Semifinalista do Brasileirão
2005 – Campeão Carioca, Vice-campeão da Copa do Brasil
2007 – Campeão da Copa do Brasil, 4º Lugar no Brasileirão
2008 – Vice-campeão da Copa Libertadores, com a melhor campanha da primeira fase.
2009 – Vice-campeão da Copa Sul-Americana, Arrancada inesquecível no Brasileirão
2010 – Tricampeão Brasileiro
2011 – 3º Lugar no Brasileirão
2012 – Campeão Carioca, melhor campanha da primeira fase da Libertadores, Tetracampeão Brasileiro

Em treze anos, voltamos do fundo do poço para a glória. Consultem a história de Bahia, Santa Cruz, Paysandu e quaisquer outros times que tenham sido despromovidos à última divisão nacional (pois é o que era a terceira divisão, na época), para ver se algum deles regressou em tal glória. Entre os recentes rebaixados, o Corinthians é o que tem o melhor retrospecto, pois retornou vencendo uma Copa do Brasil, um Brasileirão e uma Libertadores. Ah... mas ele não chegou ao fundo do poço. Esse não. Nesse só nós chegamos. E saímos dele. Quando nos deram como morto e impossível de ser resgatado, esqueceram que somos um gigante. Bastou alçar as mãos e se puxar para cima. Nenhum torcedor de time algum sabe o que é ter sua fidelidade testada a esse ponto. Nem os torcedores de times “grandes”, pois suas crises não chegam a tanto, nem os torcedores de times “pequenos”, pois estes não puderam provar da glória de ser um gigante e depois levar um tombo. Só aqueles que viveram os extremos podem se considerar torcedores completos. E nós temos esse privilégio. Não lamentemos pelo passado. Regozijemo-nos com ele, pois de onde voltamos, poucos o fizeram, a maioria não faria, e muitos ainda estão lutando para fazê-lo. Meus amigos, nós somos a história.



O jogo foi muito bom. O Fluminense jogou, de fato, como campeão, não tomando conhecimento do Palmeiras, que até apertava, mas não levava perigo o suficiente. Na verdade, em certo momento, parecia que era o Palmeiras quem jogava na retranca! Sabíamos que seríamos eficientes em algum momento e, depois de duas chances com o Fred terem parado tanto nas mãos de Bruno quanto na trave, o chute de Wellington Nem, após passe de Rafael Sóbis, o bom goleiro palmeirense não conseguiu segurar, e a bola sobrou para quem sabe o que fazer com ela. Fred 1 a 0. Com isso, o primeiro tempo terminava. O segundo tempo começou, e o Fluminense não deu canja para o Palmeiras. Após alguns ataques mal-sucedidos, encaixamos um bom contra-ataque no qual a bola sobrou para Rafael Sóbis emendar para o gol. Infelizmente, a arbitragem que todos dizem interceder a favor do Flu viu um impedimento inexistente – em que pese ser de difícil visão e na regra conste que, na dúvida, deve-se deixar o lance seguir – e anulou o nosso gol. Acabou que alguns minutos depois fomos compensados. Fred apareceu pela direita e cruzou para a área. Maurício Ramos incompreensivelmente meteu o pé na bola e ela entrou. Gol contra. 2 a 0 Flu. A partir daí, o “Deus nos acuda” que já tomava conta do Palmeiras passou a ser mais enfático.

As jogadas passaram a ser mais incisivas e as substituições, ainda que forçadas, surtiram algum efeito. Com uma correria absurda, o Verdão conseguiu pressionar o Flu, que não estava jogando na retranca e, por isso mesmo, acabou bobeando na defesa. Após alguns lances de perigo, uma bola ziguezagueou no meio da área do Flu que nem bola de pinball e sobrou para o Barcos apenas empurrar pro gol, meio sem jeito. 2 a 1. O gol deu um fôlego novo pro Palmeiras, que acreditou que podia ganhar a partida e tirar a corda do pescoço. Assim, após uma falta meio esquisita provocada por Marcos Jr. (que havia entrado no lugar de Wellington Nem, que saiu com o braço machucado), o Palmeiras alçou a bola na área e, no meu entender, Diegão hesitou na hora errada, deixando Patrick cabecear livre pro gol. 2 a 2. Com o empate, o Palmeiras partiu pro tudo ou nada, e Abel, que já tinha trocado Rafael Sóbis por Valencia, foi além e colocou Diguinho no time, tirando Bruno. Assim, com três volantes e Jean jogando na direita, tudo dava a entender que Abel apostaria na manutenção do empate, como já fizera algumas vezes. Mas... todo tricolor sentia que não acabaria ali. Ainda mais depois da excepcional defesa de Cavalieri à queima-roupa, evitando mais um gol verde.


Quando o jogo já se encaminhava para o fim, Jean fez a jogada que Bruno deveria fazer o campeonato inteiro, avançando pela direita. Marcos Jr. atraiu a marcação e Fred deteve o passo, já adivinhando o que viria a seguir. A assistência perfeita de Jean não seria desperdiçada e Fred, de bate-pronto, mandou pro fundo das redes a bola, e seu nome, para a história. Três a dois Fluzão. O jogo do Atlético-MG já havia acabado, e eles haviam empatado. O Grêmio havia vencido, mas não era o bastante. A distância era e permaneceria em dez pontos, com nove apenas a disputar. Era o gol do tetracampeonato. O jogo se arrastou mais alguns minutos, apenas para confirmar o que todo mundo já sabia há algum tempo: O FLUMINENSE É O CAMPEÃO BRASILEIRO DE 2012! PODE GRITAR, AMIGO. PODE GRITAR AOS QUATRO CANTOS, TRICOLOR DE SANGUE GRENÁ, QUE O FLUMINENSE É O MELHOR TIME DO BRASIL!


● Verde da Esperança

- Wellington Nem, maravilhoso campeonato.
- Fred, você assumiu de vez a posição de ídolo. E será o artilheiro do Brasil.
- Jean, excelente, impecável. Finalmente lembrado para a Seleção.
- Cavalieri, esse título também passa por suas mãos.
- Gum Guerreiro, mais uma glória para a sua coleção!
- Leandro Euzébio, Edinho, Bruno, Carlinhos, Thiago Neves, Deco, Rafael Sóbis, Wagner, Carleto, Wallace, Higor, Diguinho, Valencia, Digão e todos os demais do elenco, parabéns, campeões!

● Branco da Paz

- A vitória nas urnas é o futuro do Fluminense. Já sou sócio-futebol. E você?
- Cinco convocados para a Seleção. Será que o Mano agora se convenceu?
- A festa do título já está marcada: Fluminense x Cruzeiro, no Engenhão. Terá mosaico e tudo o que temos direito!
- Abel diz querer ficar. Espero que fique. Ano que vem é a América, sem falta.

● Grená do Vigor

- Flapress, faça mais esforço para nos derrubar ano que vem, pois dessa vez não deu!
- Atlético-MG, cuidado para não ficar na Pré-Libertadores e pagar micaço ano que vem...
- No jogo do Flu, dois erros de arbitragem contra nós. No jogo do Galo, dois erros de arbitragem a favor do Atlético. E agora, chorões?
- O Fluminense lidera o novo Rank da CBF. Chupem, mulambos!
- Os mulambos dizem que ninguém conhece o Flu fora do Brasil... então o que jornais austríacos e chineses faziam estampando o Flu em suas páginas?


O Fluminense é tetracampeão brasileiro!




Sobre o autor: Aloisio Soares Senra é professor de Inglês do Município do Rio de Janeiro desde 2011, e torcedor do Fluminense desde sempre. Casado, é carioca da gema, escritor, jogador de RPG, entre outras atividades intelectuais.


Esta coluna foi publicada originalmente no dia 13/11/2012, no blog do Projeto Arena:




Questão de Tempo

Postado por Aloisio | terça-feira, 6 de novembro de 2012


Tricolores de sangue grená, peço desculpas por não ter publicado minha coluna ontem ou anteontem, mas contratempos impediram-me de fazê-lo. Por este motivo, estou escrevendo-a hoje, dia 6 de Novembro. Nesses dias que se passaram, eu poderia ter estado em alguma comemoração de título, pois o tetra poderia ter vindo neste último domingo. Mas não, não veio. E nem acredito que virá no domingo próximo, contra o Palmeiras, em Presidente Prudente. Confio que virá no Engenhão, contra o Cruzeiro. Mas se vier antes, comemorarei do mesmo jeito.

Porque agora é apenas questão de tempo. Isso mesmo, tempo. Descalcei as sandálias da humildade quando vi o Fluminense engolir o São Paulo no segundo tempo, e quando, para completar, Deivid sepultou quaisquer aspirações que o Atlético-MG pudesse ter no campeonato. Empatar com o São Paulo no Morumbi jamais pode ser considerado um resultado ruim, dada a grandeza do time paulista, sua tradição e o peso de sua história. Empatar lá sabendo que poderíamos ter vencido, tamanha foi a superioridade em pelo menos metade do jogo, melhor ainda.

O fato é que muitos podem reclamar, outros podem contestar, mas ninguém pode NEGAR o valor desse time, que vem fazendo história. Com 64 pontos em 34 rodadas, o Atlético-MG tem feito uma campanha de campeão. Com 73 pontos nas mesmas 34 rodadas, o Flu faz uma campanha de supercampeão, de maior campeão de todos os tempos. E isso incomoda, ah, se incomoda, principalmente a Flapress, que já não deve mais nos agüentar. Afinal, galera... de 2007 para cá, 3 títulos nacionais. Nenhuma equipe foi mais vencedora em âmbito nacional que o Fluminense nestes últimos anos. Falta-nos somente aquilo que já perseguimos desde 2008: a Libertadores da América. Mas ela virá. E se tudo der certo, ano que vem mesmo.




Mas, voltando ao jogo, vimos um Fluminense bem melhor em campo até mesmo do que contra o Coritiba. Num fim de campeonato, onde todos já estão cansados ou em ligeiro declínio, este Fluminense parece em franca ascensão. Esteve desfalcado de Deco e Wagner, além de não contar com o Marcos Jr. no banco. Parecia? Eis o segredo desse elenco: ter peças de reposição que mantêm o nível. No primeiro tempo, houve um grande equilíbrio. Tivemos algumas boas chances de marcar. O São Paulo também, mas a verdade é que as equipes se respeitaram demais. No segundo tempo, o Flu atacou mais, esteve mais ativo, e até mereceu sair na frente, mas permitimos o revés no placar através de um erro raro do excelente Gum, que foi infeliz ao recuar a bola para Cavalieri e deu um presentaço para o bom Luis Fabiano abrir o placar para os mandantes.

Quem achou, porém, que o Fluminense ia se abater com o gol, enganou-se. Provavelmente motivados em compensar o erro do guerreiro Gum, os guerreiros partiram para cima e não tomaram conhecimento do São Paulo a partir daquele instante. Foi uma lavada. Se fosse uma goleada pró-Flu o resultado final do jogo, não seria de assustar. Mas é inegável que os donos da casa também têm um bom time e não seria fácil cruzar sua meta. Foi apenas quando Samuel entrou no lugar de Sóbis e acreditou numa jogada que mais ninguém acreditaria, roubando uma bola improvável de Rafael Tolói que o empate aconteceu, pelos pés do artilheiro do campeonato. Fred recebeu passe limpo e bateu pro gol vazio.

Assim, o placar final fora decretado. E só ficou assim porque tanto Rogério Ceni (em chute meio sem querer de Gum) quanto Cavalieri salvaram bolas que seriam “gol certo”. Talvez não tenhamos ampliado porque Abel Braga resolveu colocar o Diguinho em campo e tirar o Wellington Nem, melhor em campo. Dessa vez, o volante não fez nada que lhe dê deméritos, mas perdemos força ofensiva. Poderíamos ter vencido o jogo, mas voltamos com 1 ponto de São Paulo, o que é sempre bom. Como os cavalos paraguaios do campeonato perderam para o Coritiba no Couto Pereira (como eu avisei que iria acontecer), abrimos 9 pontos de distância para o vice-líder, faltando 12 pontos a serem disputados. Não acabou... mas acabou. Se fosse o Grêmio, talvez eu ainda temesse alguma zebra, mas o Atlético-MG já mostrou que, fora de casa, não busca os pontos. É capaz que não consiga vencer o combalido Vasco, que atravessa um momento muito delicado no campeonato, e assim, se derrotarmos (e rebaixarmos) o Palmeiras, poderemos ser campeões daqui a alguns dias. Mas eu não quero. Quero ser campeão no Engenhão, contra o Cruzeiro. Quero ver a taça (ainda que uma réplica ou de mentira). Quero ver os jogadores darem a volta olímpica. Quero gritar “é campeão” lá. Pois já não me resta qualquer dúvida: seremos campeões.


● Verde da Esperança

- Wellington Nem, calma, meu garoto... lembre-se que você estava contundido. Abel talvez quisesse te poupar.
- Fred de novo. Caminhando para ser o artilheiro do Brasil.
- Samucréu voltou. Esse garoto está queimando a língua de muitos!
- Euzébio voltou e segurou a onda. Partida sem erros.
- Jean foi o de sempre. Gum... você tem crédito, guerreiro. Errar é humano.

● Branco da Paz

- O fim da maratona de jogos é bom. A espera pela próxima partida, não!
- Embora o Vasco não esteja bem das pernas, agora que já queimaram o técnico, é capaz que vençam de novo.
- Todos a Presidente Prudente. Podemos ver o segundo brasileiro em três anos ser conquistado lá!
- E os manés que diziam aos quatro cantos em 2010 que agora só iríamos ganhar outro brasileiro após 26 anos, hein? Queria ver a cara deles.

● Grená do Vigor

- Edinho, dessa vez lhe darei um desconto... mas anda lento, hein?
- Diguinho, okay, dessa vez você não fez asneira. Ótimo.
- Carlinhos, você só vai mesmo acertar um cruzamento para o gol do título?
- Bruno, Cicinho tá vindo aí. Olha a sua titularidade indo pelo ralo...
- Abelão, dava para ganhar o jogo...
Faltam 4 rodadas (ou menos!) pra gritar “É campeão”! Acredita, Fluzão!


Sobre o autor: Aloisio Soares Senra é professor de Inglês do Município do Rio de Janeiro desde 2011, e torcedor do Fluminense desde sempre. Casado, é carioca da gema, escritor, jogador de RPG, entre outras atividades intelectuais.


Esta coluna foi publicada originalmente no dia 06/11/2012, no blog do Projeto Arena:

http://arenafluminense.blogspot.com.br/2012/11/questao-de-tempo-tradicao-em-verde.html


Teste pra Cardíaco

Postado por Aloisio | domingo, 28 de outubro de 2012



Tricolores de sangue grená, como não poderia ser diferente, vencemos, e com emoção de sobra. Que mania tem esse time de testar nossos corações! Quando finalmente parecia que seria um jogo tranqüilo – em que pese o empenho incompreensível do time do Coritiba, mais um que jogou, no segundo tempo principalmente, como se fosse uma final de campeonato – se transformou num quase pesadelo. Por duas vezes, contra Grêmio e Atlético-MG, tomamos um gol perto do fim do jogo e perdemos, por isso, 3 pontos nesses dois jogos. Mas não dessa vez. Não podia acontecer de novo. A vantagem tricolor agora é de nove pontos mais uma vez, e que o Galo se vire para reduzi-la para seis, em jogo incompreensivelmente adiado. Algum dia ainda entenderei os desígnios da CBF.

O jogo foi muito bom, principalmente porque o Fluminense quis jogar. Partimos pra cima, fazendo valer o mando de campo e a posição na tabela e enquadramos o Coritiba. Logo nos primeiros minutos, Thiago Neves cobrou uma falta no travessão, dando o prenúncio do que viria. Minutos mais tarde, Deivid, aquele mesmo dos gols perdidos inacreditáveis, fez o favor de errar um passe na defesa, recuando a bola para Wellington Nem, que arrancou, se livrou de seu marcador e empurrou para as redes. O placar estava inaugurado e o cheiro era de goleada. Que não veio, devido ao individualismo do próprio Wellington Nem, que incompreensivelmente perdeu duas chances claras, fosse por erro na finalização, fosse por não passar a bola para alguém melhor colocado. Em algumas situações, Cavallieri foi determinante, e manteve nossa meta intacta. O primeiro tempo foi quase todo nosso, e saímos com um gosto amargo de não termos aproveitado as chances que tivemos, o que, em se tratando de Fluminense, significa sufoco em algum momento do jogo.






E não deu outra, amigos. No segundo tempo, o competente treinador do Coritiba mexeu no esquema tático da equipe e voltou com um 3-5-2. Desnecessário dizer que o Coxa deitou e rolou nas jogadas pelas pontas, principalmente nas costas do Carlinhos, que até esteve razoavelmente bem no jogo, mas não defensivamente. Some a isso alguns erros de Edinho, pixotadas do Digão... e tínhamos um cenário mais caótico do que o do primeiro tempo. Ainda levávamos mais perigo, contudo, pois nosso pequeno Nem infernizou a limitada zaga adversária. A essa altura, Deco, que havia sentido lesão, dera lugar a Wagner, e o Flu até esboçou uma melhora no panorama, mas continuou com algumas dificuldades. E foi quando o Coritiba já até fazia por merecer o gol de empate que Nem recebeu bola de Bruno e foi ao fundo, cruzando com a perna ruim de forma perfeita para encontrar Thiago Neves no segundo pau, que só cumprimentou Vanderlei, empurrando a bola de cabeça para o fundo das redes. Com os 2 a 0 e a contusão de Wagner em seguida, Abel precisou mexer no time a contragosto. Quando as madeixas louras de Diguinho se agitaram no ar, eu sabia que aí vinha sofrimento. Nada tenho contra o jogador. Inclusive, acredito que ele já tenha sido importante para o Fluminense, mas no momento, não dá para escalá-lo. Se bem que dessa vez eu dê razão ao Abel. Não faria mal nos defendermos melhor, já que estávamos tomando sufoco, certo? Seria, se o time não recuasse logo que o volante entrou. Aí, meus camaradas, foi teste pra cardíaco.

O “abafa” do Coritiba foi insuportável. Bruno, tão execrado, tirou uma bola em cima da linha de bicicleta! Foi praticamente um gol a nosso favor. Quando o Coritiba finalmente fez seu gol de honra, aos 35, todos os mais de 30.000 tricolores no Engenhão já preparavam os corações (eu incluso!). Um senhor ao meu lado dizia todo o tempo que o “Fluminense quer entregar o jogo!”. Mais ponderado, não acreditei. Ao menos até os 48(!) do segundo tempo, na jogada derradeira do certame, na qual Digão me fura a bola dentro da área. Bruno (mais uma vez ele!) salva, travando a jogada, que sobraria para um atacante do Coritiba. A bola foi morrer mansamente nas mãos do Cadáverlieri, frio como um morto, sereno como um sifu chinês, que parecia estar recebendo um recuo de cabeça no início da partida. Eu morrendo do coração e o cara lá, tranquilão. Mas eu o entendo. Era a serenidade da certeza de que a vitória não escaparia – como não escapou – diante do apito do árbitro em sequência. Mais um passo dado rumo ao tetra!

Um adendo: está cada vez mais complicado comprar ingressos. Como eu não sou muito adepto de comprar pela internet, enfrentei fila na Cariocas F.C. do Carioca Shopping. Sempre comprei ali sem filas durante o ano inteiro, mas de uns jogos pra cá, muita gente “descobriu” o lugar. Porém, acredito que o local não esteja bem preparado, pois fiquei de 3 e meia da tarde até quase 10 da noite lá (estava tão lotado que tinha fila até nas escadarias do shopping), não consegui o ingresso, pois a máquina de impressão deu problema, e eles tiveram que anotar os nomes de quem ainda estava ali, para que voltassem no dia seguinte. Todavia, foram honestos e resolveram da melhor forma possível, e no dia seguinte meu ingresso para o setor Oeste Inferior estava garantido. Aí, quando vemos o público presente, dá menos gente do que o número de ingressos disponibilizados para a venda (sendo que esgotou tudo). Malditos sejam os cambistas e os esquemas.





Esta charge já tem algum tempo, é um pouco antiga, mas a deixarei aqui de propósito, para que todos os torcedores conscientes (ou não) do Atlético-MG entendam como nos sentimos com as acusações levianas às quais nosso clube tem sido submetido. Já provei aqui, através de uma outra postagem, que, analisadas as circunstâncias em que nos beneficiaram ou que nos garfaram, deveríamos contar com mais 3 pontos além do que temos (e somaríamos 75 nesse momento). Abaixo, virá uma pequena análise apenas dos jogos em que o Atlético-MG foi beneficiado e nos quais isso comprometeu o resultado. Peço a alguém que me envie uma relação dos jogos em que ele foi prejudicado (porque as reclamações andam tão contundentes que não consegui encontrar nada a esse respeito que reúna as informações que eu precisaria), para que eu possa fazer a comparação entre pontos ganhos x perdidos, conforme fiz com o Flu, e considerarei que pênaltis não-marcados valeriam como gols. Aí vai:

1ª rodada – Ponte Preta 0 x 1 Atlético-MG (pênalti não marcado em lance de Leonardo Silva) - +2 pontos

2ª rodada – Atlético-MG 1 x 0 Corinthians (pênalti não marcado em toque de mão de atleticano) - +2 pontos

3ª rodada – Atlético-MG 1 x 1 Bahia (pênalti inexistente em Marcos Rocha) - +1 ponto

9ª rodada – Figueirense 3 x 4 Atlético-MG (pênalti inexistente em Marcos Rocha) - +2 pontos

13ª rodada – Fluminense 0 x 0 Atlético-MG (gol legal de Fred mal anulado) - +1 ponto

18ª rodada – Atlético-MG 3 x 2 Botafogo (pênalti não marcado em Seedorf) - +2 pontos

30ª rodada – Atlético-MG 2 x 1 Sport (dois pênaltis não marcados a favor do Sport) - +3 pontos


Bem, são 13 pontos a mais, atleticanos. Estariam fora do G4 sem eles. Assim, aguardo um “dossiê” postado por alguém que me convença que o Atlético-MG teve mais de 13 pontos tirados dele. Assim, quem sabe, eu possa concordar com qualquer parte das falácias de sempre. Será a última vez que abordo este assunto (a menos que alguém mande-me as informações sobre os jogos em que o Galo foi prejudicado, como prometido), e espero que os rivais também. Vamos acompanhar o campeonato, torcer e ver nossos times jogarem bola, pessoal. É muito feio tentar desmerecer as conquistas alheias dessa forma. Se o Atlético-MG for campeão, é porque merece. Se o Fluminense for campeão, é porque merece. Simples assim.


● Verde da Esperança

- Wellington Nem!!!! Wellington Nem!!! Wellington Nem!!!
- Cadê, Frederico? Perdeu o gol no único cruzamento certo do Carlinhos na partida toda. Mas, também, se não fosse aquela solada do zagueiro do Coxa que o juiz não viu...
- Cavallieri é demais mesmo cara. Ele defende às vezes com o olho.
- Bruno, finalmente, foi digno de muitos elogios. Só precisa aprender com o Nem a ir ao fundo!
- Jeaniesta voltou! Thiago Neves foi um sanguessuga na maior parte do tempo, mas fez o gol né... lembra o Belletti do ano retrasado. Tem estrela.


● Branco da Paz

- Agora é acompanhar à distância o campeonato. Só jogamos no distante dia 4, contra o São Paulo, fora de casa.
- Não vou torcer a favor, mas acho que o urubu vai aprontar com o Galo.
- Muito boa a resposta bem-humorada da torcida do Flu às provocações atleticanas. Futebol é isso, galera!
- Setenta e dois pontos, cara. E ainda temos quinze em disputa. Fluzão fazendo história!



● Grená do Vigor

- Edinho, onde está o rapaz que vinha progredindo?
- Diguinho, meu companheiro... te apoiaremos sempre... gritamos o seu nome... mas dá pra dizer pro time não recuar com você em campo?
- Carlinhos, finalmente acordou, mas deixou uma avenida às suas costas. Não dá, né?
- Deco, jogou mal (salvo um lançamento primoroso pro Carlinhos) e ainda se lesionou. Tá brabo, maestro!
- Wagner, mal entrou no jogo e se lesionou. Tá difícil, garoto!
- Abelão, pé-de-pato, mangalô, três vezes. Da próxima vez, coloca dois meias reservas no banco (Higor!), pra não precisar colocar o Diguinho em campo!



Faltam 5 rodadas pra gritar “É campeão”! Acredita, Fluzão!



Sobre o autor: Aloisio Soares Senra é professor de Inglês do Município do Rio de Janeiro desde 2011, e torcedor do Fluminense desde sempre. Casado, é carioca da gema, escritor, jogador de RPG, entre outras atividades intelectuais.

Esta coluna foi publicada originalmente no dia 22/10/2012, no blog do Projeto Arena:

http://arenafluminense.blogspot.com.br/2012/10/teste-pra-cardiaco-tradicao-em-verde.html


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Serenidade

Postado por Aloisio | segunda-feira, 22 de outubro de 2012



Tricolores de sangue grená, é até difícil escrever alguma coisa nessas horas em que o sangue está quente e a cabeça está cheia, mas, assim como eu, o que o Fluminense precisa agora é de serenidade. Sim, serenidade. O tempo inteiro a mídia tentou transformar essa partida na “decisão” do campeonato. Talvez, para o Galo, fosse mesmo, já que, em caso de derrota ou empate, suas chances seriam muito pequenas. Perdemos, e hoje as chances deles são apenas “pequenas”. Estamos seis pontos à frente, faltando seis rodadas. Perdemos apenas três partidas em 32, e para que eles queiram ter chances de serem campeões, além de perdermos duas partidas das seis que restam, o que é pra lá de improvável, eles precisam ganhar TODAS. Assim, tenhamos serenidade.

A tabela do Atlético-MG não é fácil, considerando que não vá haver “entregadas” de Vasco e Flamengo, pois um luta para conseguir entrar no G4 novamente, e outro para não cair. Atlético-MG pega o Flamengo (casa), Coritiba (fora), Vasco (fora), Atlético-GO (casa), Botafogo (fora) e Cruzeiro (casa). A tabela do Fluminense também não é algo fácil, mas é administrável: Coritiba (casa), São Paulo (fora), Palmeiras (fora), Cruzeiro (casa), Sport (fora), Vasco (casa). Assim, se pensarmos pela lógica, o Atlético-MG deve arrumar, no melhor dos cenários (sem considerar que eles ganhem tudo), 10 pontos (considerei como empates os jogos fora de casa e o clássico da última rodada). O Flu, no pior dos cenários (considerando que só ganhemos em casa e percamos fora, e empatemos o clássico), somaria mais 7 pontos. Ainda assim, terminaríamos o campeonato na frente do Atlético-MG. Assim, vamos devagar com o andor. Nada foi perdido, só adiado. Além de tudo, eles costumam dar mole fora-de-casa, e não me surpreenderia se perdessem ainda um ou dois jogos fora de seus domínios.

O jogo, pelo que a imprensa conta, foi um “partidaço”. Sim, foi um jogão, mas não foi digno, no meu entender, de “entrar para a história dos maiores jogos de todos os campeonatos brasileiros”. Eu vi essa baboseira na internet, dita por um jornalista. Com todo o respeito, se o Flu tivesse vencido o jogo, DUVIDO que falariam isso. O jogo Fluminense 3 x 1 Santos foi um jogão, nesse segundo turno, e ninguém falou nada, porque vencemos. De todo modo, não vou tirar o mérito do adversário, nem reclamar da arbitragem. Sim, entendo que o árbitro, apesar de invalidar acertadamente o gol do Galo no primeiro tempo, acabou invertendo alguns lances, ignorando faltas claras sobre jogadores do Fluminense e deixando de aplicar cartões. Mas não é isso que decide o jogo efetivamente. Perdemos porque o Atlético-MG foi melhor, buscou o gol todo o tempo, e se não fosse a leiteria de Cavalieri (traves + eficiência mágica) teríamos ido para o intervalo derrotados.


A proposta do Fluminense era clara desde o começo: aproveitar o desespero do Atlético, que precisava vencer, e sair nos contra-ataques, arma sempre letal do Flu. Só que o abafa do Galo, com Edinho em tarde pouco inspirada, Diguinho mais perdido que cego em tiroteio e os laterais perdendo divididas a balde, foi insuportável. Cavalieri trabalhou bastante, e no primeiro tempo só tivemos uma finalização, em cobrança de falta de Thiago Neves. Porém, quando voltamos para o segundo tempo, melhor posicionados e contando também com uma temporária falta de fôlego do Galo, acabamos conseguindo conter melhor as investidas e atacar mais. E num dos contra-ataques que fizemos, Fred recebeu a bola e tocou para Wellington Nem abrir o placar. 1 a 0 Flu. Pouco tempo depois, Jô empatou, após vacilo da zaga, que cometeu um erro de posicionamento em contra-ataque cedido por Carlinhos. O Atlético continuou atacando e conseguiu virar o jogo depois dos 30 do segundo tempo, com Jô, de cabeça, em mais uma falha de posicionamento. Ainda teríamos tempo para empatar, aos 40, com Fred, que marcou seu centésimo gol, após cruzamento de Carlinhos, mas em vez de usar a experiência pra cozinhar o jogo (e o Galo!), o Fluminense sucumbiu, mais uma vez, cedendo o desempate no fim, com gol de Leonardo Silva, que subiu por trás de Digão e diminuiu a diferença entre os líderes. A conta das duas chances claras de gol perdidas por Thiago Neves (uma delas bastava encobrir o goleiro, e na outra o passe para Fred desmarcado na área foi fraco) agora chegava. Não há muito mais o que dizer. A vitória do Atlético-MG foi justa. Jogaram melhor, correram mais, não desistiram e Ronaldinho jogou muito. Felizmente, sabemos que não vão manter esse pique. Agora é ter serenidade. Só perdemos uma batalha. A guerra continua.


● Verde da Esperança

- Wellington Nem incomodou, como sempre, e deixou a sua marca.
- Fred foi decisivo, como sempre, e deixou a sua marca.
- Cavallieri foi um paredão, como sempre, mas infelizmente a sorte não durou até o fim.
- Sóbis entrou bem no jogo. Sinceramente, anda merecendo vaga nesse time.
- Outro que deu outro fôlego foi o Wagner. Precisamos ver quem tem pernas nessa reta final.



● Branco da Paz

- Não quero desculpas. Engenhão lotado contra o Coritiba quinta-feira!
- A vantagem na tabela é boa, mas não podemos vacilar. Mantê-la é o ideal.
- Lamentável o mosaico da torcida do Atlético. Sinceramente, não merecem ganhar o título... a postura do time do Galo, da torcida do Galo e da imprensa mineira tem dado nojo.
- A torcida organizou uma recepção no aeroporto. Isso é extremamente positivo. É hora de apoiar o time que só perdeu 3 partidas em 32!



● Grená do Vigor

- Edinho desafinou. Diguinho foi o que tem sido nos últimos tempos. Realmente, Edinho + Diguinho = catástrofe.
- Diguinho, pare de entrar como uma moça nas divididas!
- Carlinhos, a culpa do primeiro gol e do terceiro gol do Galo foi sua.
- Bruno, a culpa do segundo gol do Galo foi sua.
- Digão, parte da culpa do segundo gol do Galo foi sua.
- Abel, a culpa dos gols do Galo foi toda sua. Quem mandou não colocar uma marcação especial sobre o Ronaldinho?


Faltam 6 rodadas pra gritar “É campeão”! Acredita, Fluzão!



Sobre o autor: Aloisio Soares Senra é professor de Inglês do Município do Rio de Janeiro desde 2011, e torcedor do Fluminense desde sempre. Casado, é carioca da gema, escritor, jogador de RPG, entre outras atividades intelectuais.


Esta coluna foi publicada originalmente no dia 22/10/2012, no blog do Projeto Arena:

http://arenafluminense.blogspot.com.br/2012/10/serenidade-tradicao-em-verde-branco-e.html

Tudo como d'antes no quartel de Abrantes

Postado por Aloisio | sexta-feira, 19 de outubro de 2012



Tricolores de sangue grená, a maior parte dos mais de 35.000 tricolores saíram do Engenhão na quarta-feira com um gosto de insatisfação na boca. O empate não foi, de longe, o pior dos resultados, e tampouco mudou o cenário. Com o empate do Atlético-MG com o Santos, pelo mesmo placar do jogo do Flu, “tudo continua como d´antes no quartel de Abrantes”, como dizia a minha saudosa avó. O que nos trouxe a insatisfação foi o sentimento que já nos faltava há algum tempo: o de que podíamos ter feito melhor do que fizemos, de que podíamos ter vencido o jogo. Geralmente, a torcida anda mal-acostumada, pois esse Fluminense supera seus limites, vence na adversidade, e até quando as condições não são muito favoráveis. Quando não vence, ainda que o empate nada tenha mudado (na verdade, manteve a distância para os rivais, e agora faltam menos jogos), ficamos insatisfeitos. Ê torcidinha mal-acostumada! Também, pudera... 2 derrotas apenas no campeonato, e 9 no ano todo...

Mas vamos ao jogo. Meus amigos, foi um jogaço! O Grêmio veio mesmo para o Rio de Janeiro com a faca nos dentes, pronto para pelejar. Luxemburgo apostava suas últimas fichas numa improvável vitória para que a distância de 11 pontos fosse um pouco diminuída. E, devido a isso, no início do jogo a equipe gaúcha foi mais perigosa. Em uma bola despretensiosamente chutada por Anderson Pico, o quique da bola traiu Cavalieri, e quem nos salvou foi o travessão. Passado o susto, o Fluminense foi entrando, aos poucos, no jogo, e teve algumas boas oportunidades, infelizmente desperdiçadas. O jogo era brigado, disputado, mas com boa técnica e muita garra. O primeiro tempo terminou 0 a 0, placar que não fazia jus à disposição dos times em campo.

Assim, após o intervalo o Flu voltou ainda mais disposto a abrir o placar. O Grêmio jogava com inteligência e agredia conforme podia, mas o tricolor, conduzido por Thiago Neves, que entrara no lugar de Wagner, apagado, era mais perigoso. Todavia, foi o time gaúcho que abriu o placar. Gum fez falta perigosa sobre Zé Roberto. Elano, esperto, bateu por baixo da barreira tricolor, que saltou, e Cava nada pôde fazer. 1 a 0 pro adversário. Só que esse Fluminense, não à toa, é um time surpreendente. É um time de guerreiros, é o time do impossível. Sete minutos depois de sofrer o revés, Deco bateu escanteio para o Flu, Thiago Neves desviou de cabeça para o meio da área e Digão, ele mesmo, Digão, completou com categoria no ângulo do goleiro, sem chances para Grohe. Fluzão 1 a 1. Quatro minutos depois do gol, Rafael Sóbis conduzia a bola quando, de repente, percebeu Marcelo Grohe meio adiantado e resolveu arriscar. Seu tirambaço de canhota fez uma curva inesperada, e passou a milímetros das mãos do arqueiro gremista, explodindo nas redes, no meio do gol. Era a virada do Fluminense, para delírio da torcida!

Para tornar o cenário ainda mais favorável, Marcelo Moreno – ele mesmo, o palhaço do twitter – recebeu cartão vermelho após dar uma cotovelada criminosa em Sóbis. Detalhe: ele não tinha entrado em campo nem há um minuto. Assim, o Grêmio, em desvantagem numérica, perdendo o jogo, tinha cerca de 25 minutos para tentar o improvável. Nenhum tricolor apostaria que o Flu poderia perder o jogo naquele momento. Porém... o Fluminense voltou a adotar a tática arriscada de sempre. Recuou, tentando explorar os contra-ataques para matar o jogo. A estratégia teria dado certo se Fred não tivesse chutado a bola do terceiro gol sobre o travessão, após lançamento perfeito de Jean. Sóbis esperava no meio da área para concluir, mas provavelmente Fred não o viu. Alguns minutos depois, Sóbis deixou o campo, dando lugar a Marcos Jr. e, assim, o Fluminense começou a atrair perigosamente o Grêmio para o seu campo. A verdade, meus amigos, é que Abel já ganhou vários jogos com essa estratégia (passando sufoco às vezes, é verdade), e não sei o quanto podemos criticá-lo por ela. Só sei que ela não deu certo desta vez. Após a marcação de uma falta pra lá de discutível a favor do Grêmio, Léo Gago (aquele mesmo do Avaí, Vasco...), que havia entrado no segundo tempo, cobrou com violência e Diego não conseguiu segurar, espalmando-a para o lado. Na sobra, a defesa não conseguiu afastar e Zé Roberto acabou empurrando para as redes e decretando o empate. 2 a 2, placar final. O Flu ainda tentou desempatar no finzinho, mas já era tarde.

Com toda a sinceridade, apesar desse lance que comentei (e uma certa perseguição com o Fred, marcando faltas dele que simplesmente não existiram), não achei que a arbitragem tenha realmente influenciado no resultado final. O Grêmio mereceu, SIM, empatar. Não desistiram em nenhum momento do jogo e nós, em vez de atacarmos e fazermos valer a vantagem, recuamos e corremos riscos desnecessários. Azar o nosso. O resultado, no cômputo geral, acabou não sendo um desastre. A tabela do Grêmio é muito melhor que a do Atlético-MG, e manter uma distância segura para o time gaúcho é mais interessante até do que a vantagem que temos para o Galo, que já mostrou que não é time de chegada, derrapando na hora H. Agora, é ir pro Independência e mostrar ao Brasil inteiro o porquê somos líderes. Empate é um bom negócio, mas meu coração tricolor só se contentará com a vitória. Vamos, Fluzão!



É chato voltar a esse assunto, mas se torna necessário abordá-lo, vez que os rivais + mídia não se cansam de encher o nosso saco com essa falácia de ajuda da arbitragem. Logo, vou listar aqui os jogos onde “deu polêmica” e os que não “deram polêmica” por conta do “abafa” para não mostrar que somos prejudicados também. Deixarei de fora o jogo Coritiba x Fluminense (vencemos, apesar dos erros contra nós), contra o São Paulo (o gol deles se originou de uma falta que não existiu) e contra o Inter, no returno (idem).

1º Turno:

Corinthians 0 x 1 Fluminense. Alegam que não houve pênalti a favor do Corinthians. Como não lembro desse lance, considerarei que ganhamos pontos a mais aqui, considerando que os caras convertessem a penalidade; +2 pontos.

Santos 1 x 1 Fluminense. Gol legítimo do Fluminense anulado; -2 pontos.

Fluminense 0 x 0 Atlético-MG. Gol legítimo de Fred anulado. O Galo diz que o juiz errou ao autorizar a cobrança enquanto ainda aplicava o cartão, mas já vimos lances similares no futebol; -2 pontos.

Cruzeiro 1 x 1 Fluminense. Gol de Wellington Paulista teve a ajuda da mão. Foi irregular. Houve um pênalti para cada lado não assinalado. Logo, perdemos pontos aqui; -2 pontos.

Vasco 1 x 2 Fluminense. O Vasco reclama do gol do Fluminense de falta (Edinho teria empurrado a barreira), e de um suposto pênalti a favor do Vasco. Houve um pênalti não marcado a favor do Fluminense e um gol legal de Fred anulado. Logo...; +0 pontos.

2º Turno:

Fluminense 1 x 1 Corinthians. Pênalti claro em cima de Leandro Euzébio não anotado por Sandro Meira Ricci. Logo, considerando que convertêssemos o penal..; -2 pontos

Figueirense 2 x 2 Fluminense. Houve um gol legal do Figueirense anulado. Embora a jogada que tenha originado a falta do segundo gol deles seja discutível, e tenha havido um pênalti ignorado a favor do Fluminense, gol anulado tem mais peso que pênalti, então, aqui creio que fomos beneficiados; +1 ponto

Fluminense 2 x 1 Náutico. A jogada do suposto pênalti que o Náutico reclama teria sido originado por uma falta que não existiu. Além disso, tivemos um pênalti claro a favor do Fluminense não marcado. Entendo que não fomos beneficiados aqui; +0 pontos.

Fluminense 1 x 0 Botafogo. O toque de Valencia não foi pênalti. O de Fred, sim, mas foi ignorado um pênalti claro sobre Gum. Logo, sem benefícios; +0 pontos.

Bahia 0 x 2 Fluminense. Bahia reclama de um “gol anulado”, quando na verdade a jogada já tinha sido anulada antes da conclusão em gol. E de mais a mais, além do pênalti CLARO sobre Wellington Nem que não foi marcado, o Fluminense fez mais gols que o Bahia teria feito, considerando-se a reclamação deles. Logo, sem benefícios; +0 pontos.

Fluminense 2 x 1 Ponte Preta. O toque dentro da área é interpretativo, logo, vou considerar, para os puritanos, que fomos beneficiados nesse lance. A falta sobre Marcos Jr. existiu, conforme deixei beeeem claro no meu último post. Assim...; +2 pontos.


Conta final, meus amigos... “ganhamos” 5 pontos no apito e “perdemos” 8 pontos. Assim, deveríamos estar com 72 pontos, não com 69. Continuem chorando, rivais. Isso só torna a postura de vocês cada vez mais ridícula...

Outras fontes:

Erros de arbitragem a favor do Atlético-MG

Análises de erros de arbitragem envolvendo o Fluminense em 2012

Dossiê Fluminense - mostrando o que outros abafam


Com toda a sinceridade, queria saber de ONDE o tal do site “Placar Real” tira os cálculos dele...



● Verde da Esperança

- Digão, em que pese ter falhado no gol de empate dos caras, fez um partidaço.
- Gum continuou seguro, como sempre.
- Thiago Neves, até que enfim, entrou querendo jogo!
- Que balaço, hem Sóbis! Estou gostando de ver!
- Abel, mandou bem com as substituições, mas deveria ter mandado o time atacar...


● Branco da Paz

- 35 mil presentes no Engenhão, público 6 vezes maior que Vasco x Botafogo. Sem mais.
- Apesar dos pesares, a torcida poderia ser menos modinha e comparecer o ano todo...
- Wellington Nem de volta nos dá algum alento de contra-ataques mortíferos!
- Deco jogou razoavelmente bem, assim como Edinho, mas podem render mais.


● Grená do Vigor

- Bruno, pare de ser omisso. Carlinhos, coloque esse pé na forma...
- Wagner, o que houve contigo, cara? Esteve mal à beça...
- Fredão, sei que você quer fazer o centésimo, mas dessa vez, deu mole...
- Jean tomou um cartão amarelo bobo no fim do jogo e o Valencia se lesionou na Colômbia... Diguinho vem aí!


Faltam 7 rodadas pra gritar “É campeão”! Acredita, Fluzão!


 
Sobre o autor: Aloisio Soares Senra é professor de Inglês do Município do Rio de Janeiro desde 2011, e torcedor do Fluminense desde sempre. Casado, é carioca da gema, escritor, jogador de RPG, entre outras atividades intelectuais.

Esta coluna foi publicada originalmente no dia 19/10/2012, no blog do Projeto Arena:

http://arenafluminense.blogspot.com.br/2012/10/tudo-como-dantes-no-quartel-de-abrantes.html



Voando para a Glória

Postado por Aloisio | segunda-feira, 15 de outubro de 2012



Tricolores de sangue grená, quem vai parar esse Flu? Que jogou como campeão. Que ganhou como campeão. Que tem cara de campeão. É difícil ser um rival nessas horas em que o Fluminense está fazendo história. Temos 68 pontos em 30 rodadas. Isso é muita coisa, galera. Os mulambos precisaram de 38 rodadas em 2009 pra fazer 67 pontos, e foram campeões porque ganhamos do Palmeiras, do Atlético-MG, do Cruzeiro e empatamos com o Inter. Hoje podemos bater um recorde nos pontos corridos, e até com alguma facilidade. São vinte vitórias, o mesmo número de quando conquistamos nosso tricampeonato, há dois anos. A diferença é que não empatamos tanto, nem perdemos tanto, e ainda restam oito jogos. Sim, oito jogos, 24 pontos em disputa. Mas vamos ao jogo.

Logo no começo do jogo, um baque. O atacante pontepretano Luan fez um gol de cinema, o qual provavelmente nunca mais voltará a fazer. É a nossa sina. Sofremos gols inacreditáveis de tempos em tempos de jogadores limitados. Não sei se a defesa vacilou, mas acho difícil que qualquer um previsse que o rapaz iria tentar aquele chute e, ainda por cima, que iria acertar o alvo com tamanha precisão. Méritos dele. Ponte Preta 1 x 0. Só que, a partir desse momento, os caras começaram com um antijogo ridículo. A cera foi absolutamente irritante e desnecessária. O Fluminense partiu pra cima com tudo, e só cedeu duas oportunidades de contra-ataque claras para o adversário, que não aproveitou. O primeiro tempo terminou e o Flu era só ataque, infelizmente concluindo pouco, e desperdiçando algumas chances. A arbitragem não viu pênalti claro em Fred e tudo ficou como antes. No segundo tempo, o dedo do técnico Abel Braga começou a agir. Ele sacou Rafael Sóbis, que estava mal, para colocar Marcos Jr. E o moleque infernizou. Numa das jogadas dele, dois adversários o prenderam no chão, impedindo-o de progredir, e isso dentro da área. Pênalti? Não para o árbitro, que nada marcou. O jogo ganhou dramaticidade. O Fluminense era todo ataque, e a Ponte Preta, toda defesa. Pecávamos quase sempre no último passe, em virtude das agudas jogadas de Carlinhos nunca terminarem da forma como gostaríamos. Ainda assim, tivemos algumas chances, na quais o frangueiro Édson Bastos (aquele mesmo da final da Copa do Brasil de 2011) resolveu fechar o gol e defender. Todo goleiro contra a gente parece um Taffarel mesmo. Estou começando a me convencer disso. Abel viu que precisávamos ousar mais e tirou Edinho, que no primeiro tempo sofreu com uma pancada e mancou durante algum tempo, para colocar Higor. Ele também sacou Carlinhos, colocando Samuel. E, assim, o Flu partiu para o abafa. Só que o Fluminense no abafa não é um time qualquer. Ele sabe o que quer e parte pra cima com consciência. Com a saída do lateral esquerdo, Wagner passou a ser ala, e ganhamos em ofensividade. O gol era questão de tempo. Aí...

Aí, meus amigos, aconteceu um lance cujas opiniões divergem, e eu as respeito, mas que gerou, mais uma vez, um choro inexplicável da mídia. É um porre toda rodada ter que ficar desmistificando os supostos “erros de arbitragem” a nosso favor. Por gentileza, revejam o lance do pênalti sob outro prisma e verão que eu tenho razão. A partir de 1:25 do vídeo, por favor.


Pênalti polêmico foi legal


Vejam que o braço esquerdo de Luan está aberto, e o direito, fechado. A bola bate antes em seu quadril e, só então, resvala no braço. Se ele quisesse, daria tempo de tirar o braço para que a bola não batesse, mas ele deixa o braço para que a bola não escape. Assim, a meu ver, pelo menos, ele assumiu um risco, e o pênalti não foi mal marcado, vez que alterou a trajetória da bola. Fred pegou a bola e, com a frieza costumeira, voltou a ser o artilheiro do campeonato, com 15 gols. 1 a 1. Aí, o Flu partiu para a pressão final, que durou até os 44 do segundo tempo, quando Marcos Jr. foi derrubado pelo zagueiro da Ponte Preta, sofrendo falta próxima à área. Sim, meus amigos, FOI FALTA. No início, achei que foi mal marcada e invertida, mas vejam aqui que Marcos Jr. é claramente tocado no joelho, e o braço esquerdo do defensor da Ponte empurra-o para o chão. Para não cair, Marcos Jr. segura a camisa do zagueiro, mas só o faz DEPOIS que sofre a falta. Veja aqui:



Logo, o lance todo foi legal, assim como o gol de Gum, que voou para vencer Édson Bastos após a bola ser levantada para a área. 2 a 1. E, assim, o Fluminense gastou os cinco minutos de acréscimo tocando a bola, fazendo o tempo passar com inteligência, sem afobação. Mais uma vitória incontestável do Time de Guerreiros, que foi muito superior ao adversário e, com polêmica ou não, mereceu vencer. O chororô da mídia continua, mas sabemos que isso continuará até o fim. Eles não suportam a idéia de o Fluminense ganhar dois campeonatos em três anos e ser o mais vitorioso time do Rio na era dos pontos corridos. Eles querem, de qualquer maneira, macular a nossa imagem e o nosso mérito, mas não vão conseguir. Agora restam apenas 8 rodadas, meus amigos. E, para o título certo, 5 vitórias, já que o Grêmio pastelou e deixou o Botafogo empatar no fim. Com os resultados da rodada, mantivemos os nove pontos para o segundo colocado, que passou a ser o Atlético-MG, ao vencer o Sport na bacia das almas em jogo também com arbitragem polêmica, por 2 a 1, no Independência, e abrimos 11 pontos para o Grêmio, terceiro colocado e último time no G3. Como o São Paulo agora é o último do G4, abrimos 16 pontos para a zona da Libertadores, e só com uma hecatombe não vamos disputá-la ano que vem. Agora virão as duas “decisões”, contra Grêmio e Atlético-MG. Se vencermos as duas partidas, vamos a 74 pontos, e o Atlético ficaria, no máximo, com 62, isso faltando 6 rodadas. Aí, meus caros, já poderemos abrir o champanhe. Será praticamente impossível nos tirar o tetra.


● Verde da Esperança

- Gum Guerreiro! Gum Guerreiro! Ele tem tudo pra entrar pra história do Flu.
- Digão também não deu moleza. Cavalieri foi mero expectador nesse jogo.
- Jean, Wagner e Higor estiveram muito bem quando jogaram juntos.
- Mais um gol do Fred. Só falta um para o centésimo!
- Abel, mandou bem com as substituições. Ousou como um líder, ousou como um campeão.


● Branco da Paz

- A torcida do Flu é incrível mesmo, cara... consegue fazer tremer até cabine de rádio de um estádio que não é nosso!
- Wellington Nem ficará de fora, mas não vejo isso como algo ruim. Acho que ele está precisando mesmo de um descanso.
- A arbitragem foi ruim, mas, como eu disse, nada que justificasse o alarde insano da mídia.
- Todos ao Engenhão. A primeira final é quarta-feira contra o Grêmio! Tem que lotar!


● Grená do Vigor

- Valeu Bruno... toda a minha esperança de que você engrenasse morreu! Diretoria, precisamos de lateral-direito pro ano que vem!
- Carlinhos, a Seleção te fez mal, amigo. Acho que você precisa passar uma temporada no Santo André. Diretoria, precisamos de lateral-esquerdo pro ano que vem!
- Edinho esteve mal, em que pese ter sido um leão. Tem dias que nada dá certo.
- Sóbis, o Abel só te mete em furada, né cara? Ele ainda não conseguiu achar uma posição em que você renda plenamente.


Faltam 8 rodadas pra gritar “É campeão”! Acredita, Fluzão!



Sobre o autor: Aloisio Soares Senra é professor de Inglês do Município do Rio de Janeiro desde 2011, e torcedor do Fluminense desde sempre. Casado, é carioca da gema, escritor, jogador de RPG, entre outras atividades intelectuais.

Esta coluna foi publicada originalmente no dia 15/10/2012, no blog do Projeto Arena:

http://arenafluminense.blogspot.com.br/2012/10/voando-para-gloria-tradicao-em-verde.html


Tirando doce da boca de criança

Postado por Aloisio | sexta-feira, 12 de outubro de 2012



Tricolores de sangue grená, mais uma rodada de sonhos para nós. Em busca do tetracampeonato, o escrete tricolor foi a Pituaçu e, invariavelmente, saiu com a vitória. Dois a zero no placar, mais três pontos na conta e título cada vez mais próximo. Com roteiro repetido, o Fluminense esperou o adversário em seu próprio campo, cedendo-lhe a chance de sonhar que poderia ganhar do líder. Novamente, Cavalieri e sua leiteria, herdada de São Castilho, garantiram o zero no placar algumas vezes. A verdade, meus caros, é que não basta ter apenas competência. Um pouco de sorte também é necessário para fazer campeões. E isso o Fluminense atual tem de sobra, a granel. No segundo tempo, após duas jogadas polêmicas (embora só uma tenha tido cobertura da mídia, diga-se de passagem), o tricolor abriu o placar com golaço de Bruno Vieira. É isso mesmo, leitor: abriu o placar com golaço de Bruno Vieira. Há séculos que esse cara não metia um golzinho, e há séculos não víamos um gol tão plástico marcado por um lateral. Balãozinho de cabeça, drible da vaca e chute por baixo das pernas do goleiro. Um a zero. Gol de almanaque, pra ser repetido à exaustão pelos programas esportivos pelos próximos dez anos. Mas, como foi o Bruno, não vai rolar. Se tivesse sido o Neymar... bem, prosseguindo, o Fluminense, dessa vez, fez como contra o Coritiba e matou o jogo. Carlinhos cruzou, Fred perdeu na dividida de cabeça, mas atrapalhou os zagueiros, que afastaram mal, e a bola sobrou para Rafael Sóbis encher o pé e fuzilar a meta de Marcelo Lomba, com direito a ter batido no travessão antes de entrar. Dois a zero. Fim de jogo.


Com esses três pontinhos, chegamos a incríveis 65 pontos em 29 rodadas e, agora sim, TEMOS A MELHOR CAMPANHA DA HISTÓRIA DOS PONTOS CORRIDOS. Pronto, falei. Foi mais um jogo com a cara desse time atual, que SABE que, na maioria dos jogos, a defesa VAI garantir lá atrás, o adversário VAI cair na esparrela de nos atacar pra tentar vencer e, seja no primeiro ou no segundo tempo, VÃO aparecer chances claras de gol, que temos condições de converter. Diego Cadáverlieri continuou frio como um morto debaixo das traves, Gum foi bem como sempre, inclusive dando passe pro Bruno meter o gol, Digão deu menos sustos, Bruno surpreendeu ao fazer uma partida menos ruim do que as últimas e nos presentear com aquele lance raro, Carlinhos foi quase o de sempre, mas cruzou para Fred no lance do gol de Sóbis, Edinho NÃO ERROU UM PASSE, Jean manteve a sua média, Deco foi bem marcado e não produziu tanto, Sóbis tem estrela e estava no lugar certo, na hora certa pra chutar do jeito certo, Fred fez o de sempre, menos o gol, e Nem sofreu pênalti claro não marcado. Ah, vocês não souberam? Não se alarmem. É desse lance polêmico que eu gostaria de falar, já que o outro (impedimento mal marcado que o jogador do Bahia ignorou e chutou em gol, e todos disseram que o GOL foi anulado, o que não é verdade) a mídia já tratou de modo extenso. Agora, por favor, vejam o vídeo abaixo, que trata dos melhores momentos. O lance em questão acontece aos 3:51 do vídeo.


Pênalti claro em Wellington Nem é ignorado


Como é possível ver claramente para qualquer pessoa que não seja manipulada pela opinião nojenta da mídia, Wellington Nem dribla Lomba, já tinha passado dele e é “acossado” por trás, sendo derrubado. Para mim, é pênalti claro e INCONTESTÁVEL, mas não para o juiz do jogo, que não deu nada. Então, um erro claro a favor e um erro claro contra, o que deixa tudo no “zero a zero” em termos de favorecimentos. Mas, claro, não podíamos esperar outra coisa da mídia. A quantidade de notícias dando conta de que o Fluminense foi favorecido nesse jogo, tanto por reclamações de dirigentes gremistas, atleticanos, bahianos, e comentaristas em geral, é de dar NOJO. Sinceramente, é incompreensível que tantas pessoas esclarecidas se deixem cegar a esse ponto! Reclamam toda vez que ganhamos, mas nunca quando somos prejudicados. Nunca vi rival nenhum nosso pelo título reclamar dos pontinhos que nos tiraram com aquele gol erradamente anulado contra o Santos na Vila, ou aquele gol em que Wellington Paulista usou a mão, contra o Cruzeiro. Por que só reclamam quando, supostamente, acham que fomos beneficiados? Isso me lembra daquela palhaçada que foi contra o Náutico, reclamando do pênalti do Gum, mas ignorando um também claro, sofrido pelo Fluminense. O Náutico chegou a fazer “protestinho formal” na torcida, e no MESMO JOGO houve um erro de arbitragem que beneficiou o Timbu. E aí, cadê as reclamações? Hipocrisia, a gente se vê por aqui! Ah, para os incautos, que acham que estou falando asneiras, eis aqui um pequeno compêndio de erros de arbitragem contra nós, para que compreendam, de uma vez por todas, que a CBF DETESTA O FLUMINENSE. Se formos campeões, seremos porque, até agora, somos o melhor time, o melhor elenco, com os melhores números e a melhor campanha da história. Parem de tentar tirar os nossos méritos!


Erros de Arbitragem contra o Fluminense - Brasileirão 2012


Agora restam apenas 9 rodadas, meus amigos. E, para o título certo, 7 vitórias. Com os resultados da rodada, abrimos nove pontos para o segundo colocado, que passou a ser o Grêmio, ao vencer bem o Sport em Recife, por 3 a 1. O Atlético-MG, com alguns desfalques, tomou uma goleada para o Internacional no Beira-Rio (3 a 0) e caiu para o terceiro lugar. No jogo que decidiria de uma vez por todas as pretensões do Vasco, o vencedor foi o São Paulo, por 2 a 0, em São Januário. Assim, ficou muito distante qualquer expectativa de título para o gigante da colina, e começou a perigar a vaga da Libertadores. Assim, meus caros, o campeonato está nas nossas mãos. A diferença de 9 pontos não é insuperável, mas convenhamos... para um time que perdeu apenas 2 partidas em 29, esperar que perca 3 em 9 é ser muito otimista. Assim, já papamos três pontos onde eu apostei que teríamos somente 1, e mudo minha previsão para 81 pontos, que provavelmente nos garante o título. Assim como o título da minha coluna, o Fluzão tirou o doce do título da boca de todos os adversários, que agora precisam correr, contar com a sorte e secar muito para recuperá-lo. O tetra é logo ali!


● Verde da Esperança

- Valeu Bruno... agora tenho esperança que você engrena! Que Síndrome de Mariano, rapaz!
- Edinho não errou passes. Único lance que o desabono foi a falta boba que quase resulta em gol dos caras. O que falar?
- Diego Cavalieri. Diego Cavalieri. Diego Cavalieri. Fica pra sempre no Flu!
- Todo mundo só fala de Dedé... mas o melhor zagueiro do Brasil atualmente é o Gum.
- Sóbis chuta, a bola sobe e o Fluminense sobe.

● Branco da Paz

- Valeu, Axé Flu! Apoiou como tem que ser!
- Deco continua em “modo de repouso”.  Agora repousará por um jogo inteiro, porque pegou gancho. Mas é aquilo... o cara decide em um lance...
- A arbitragem teve um erro capital para ambos os lados, mas não esteve tão mal assim.
- Todos a São Januário, galera! Ganhar da Ponte Preta é crucial para nossos planos!

● Grená do Vigor

- Hoje não falarei mal de ninguém. Corneteiros, parem de encher!


Faltam 9 rodadas pra gritar “É campeão”! Acredita, Fluzão!




Sobre o autor: Aloisio Soares Senra é professor de Inglês do Município do Rio de Janeiro desde 2011, e torcedor do Fluminense desde sempre. Casado, é carioca da gema, escritor, jogador de RPG, entre outras atividades intelectuais.



Esta coluna foi publicada originalmente no dia 12/10/2012, no blog do Projeto Arena:


http://arenafluminense.blogspot.com.br/2012/10/tirando-doce-da-boca-de-crianca.html



Goleada

Postado por Aloisio | domingo, 7 de outubro de 2012


Tricolores de sangue grená, e o líder segue mais líder do que nunca, eficiente como sempre. Entra rodada, sai rodada, e mantemos uma regularidade ímpar. Show? Não, não damos show (em que pese a torcida sempre exaltar o time). Ganhamos os jogos. A brincadeira não é a de botar a bola na rede? Vitória não dá os 3 pontos? Pois então, com 18 vitórias em 28 jogos, e um aproveitamento de mais de 73%, fazemos isso como nenhum time jamais fez até então (excluindo-se o São Paulo de 2007, que também tinha 62 pontos em 28 partidas, com aquela defesa sinistra composta pelo Breno, lembram?). Como andam falando por aí, o Fluminense de hoje é um time traiçoeiro. Quando ele entra em campo e começa o jogo, o adversário franze o cenho, pensa imediatamente “esse aí é que é o líder?”, e cai na esparrela de nos atacar com tudo, achando que pode ganhar o jogo. Enquanto isso, o Fluminense troca balas, mas de modo discreto, sem dar a entender que pode realmente ameaçar o adversário. E quando ele vacila, pimba! Bola na rede, quase sempre invariavelmente com o Fred, que nasceu mesmo pra fazer gols.

O jogo de ontem não foi em nada diferente da maioria das rodadas. Entramos contra um adversário que historicamente enche nosso saco – em que pese a freguesia – e tínhamos que vencer, pois os adversários pegavam, em teoria, jogos mais fáceis. Só nós disputávamos um clássico regional, que é sempre mais difícil. E o Botafogo, embora eu não acredite nisso, ainda luta por uma vaga na Libertadores, então, tinham que vencer, e entraram pressionados, pois o Vasco venceu o seu jogo fora de casa, e colocou mais três pontos de frente. Assim, Diego Cavalieri, o nosso homem de gelo debaixo das traves, trabalhou intensamente nos primeiros minutos de jogo, salvando-nos em três oportunidades. Ali, o líder do campeonato já mostrava suas credenciais. Como o Abel bem disse em sua entrevista coletiva após o jogo, o Oswaldo de Oliveira não é bobo. O Botafogo jogou sem um homem de referência, e os que vinham de trás revezavam toda hora na função. Desta forma, a nossa zaga teve muitas dificuldades para acertar a marcação. O jogo ficou menos intenso no primeiro tempo depois do ímpeto inicial do Botafogo, que tirou o pé do acelerador, mas também por mérito do Flu em cozinhar o jogo, trocando passes e esperando a hora certa. Mas a marcação do time alvinegro continuava muito boa, e eles não nos deixavam jogar. E, durante todo o primeiro tempo, o líder fingiu-se de morto.


No intervalo, Abel orientou o time e acertou o posicionamento da zaga. Melhoramos de forma absurda e voltamos muito melhores, roubando mais bolas e atacando com mais eficiência. Não fossem as péssimas fases de nossos laterais, provavelmente já teríamos aberto o placar mais cedo. Assim, o Botafogo tentava, alçando bolas, enquanto nós saíamos para o contra-ataque e, por muitas vezes, a linha de impedimento nos traiu. Porém, bastou apenas um deslize da defesa adversária para Fred lançar Wellington Nem, que avançou e esperou Fred se posicionar, na área, para fazer o passe que se transformou em gol nos pés do artilheiro do campeonato: 1 a 0. A partir daí, meus amigos, o que se viu foi o tradicional “abafa”, motivado pelo desespero do Botafogo para tentar empatar a partida e algumas boas chances em contra-ataque (uma com Thiago Neves e outra com Marcos Jr.) que desperdiçamos. Após o gol, Abel mexeu, tirando Wellington Nem, que era dúvida para a partida e jogou bastante tempo até, e colocou Marcos Jr., que ainda não voltou à fase que vivia antes de se lesionar. Ao ver a pressão alvinegra, Abel também mexeu no meio, trocando Deco por Valencia, para reforçar a marcação. Os alvinegros reclamam de um lance, quase no fim do jogo, de pênalti em toque de mão do colombiano. Bitch, please... ele estava com a mão junto ao corpo, e não ia adivinhar a tentativa bizarra de passe do jogador do Botafogo. Outro lance que gerou polêmica foi um suposto cotovelo de Fred numa bola dentro da área, mas, a meu ver, também foi involuntário. Ele já estava indo em direção a bola pra colocá-la pra fora com o próprio corpo, só deu azar de ela triscar no seu cotovelo. Ainda houve tempo para tirar Thiago Neves – mais uma vez inoperante – para colocar Wagner em campo. Não houve tempo para mais nada de relevante, e o resultado se manteve.

Agora restam apenas 10 rodadas, meus amigos. O campeonato vai chegando ao seu término e, como bem lembrou o Abel, para nós faltam apenas 9 partidas, devido à diferença de pontos para o Galo. Vamos pegar Bahia (fora), Ponte Preta (casa), Grêmio (casa), Atlético-MG (fora), Coritiba (casa), São Paulo (fora), Palmeiras (fora), Cruzeiro (casa), Sport (fora) e Vasco (casa). Projetando de modo realista os pontos a serem conquistados e desprezando possíveis derrotas, acredito que empatamos com o Bahia, vencemos Ponte Preta e Grêmio, empatamos com o Atlético-MG, vencemos o Coritiba, empatamos com São Paulo e Palmeiras, vencemos o Sport e empatamos com o Vasco. Com isso, conseguimos mais 17 pontos, indo a 79 pontos. Em 2007, o São Paulo foi campeão com 77 pontos, e por antecipação, se formos lembrar. Claro, podemos perder um ou dois desses jogos em que apostei no empate, bem como podemos vencer alguns deles (principalmente Bahia e Palmeiras). Então, os prognósticos são bons. Basta manter a eficiência. O título de minha coluna (Goleada) é justificado quando analisamos o restante da rodada. Vasco venceu o Atlético-GO fora de casa no fim do jogo por 1 a 0, o Grêmio bateu o Cruzeiro de virada no Olímpico e o Atlético-MG goleou por 6 a 0 o pobre Figueirense no Independência. TODOS os nossos adversários pelo título (em que pese eu já ter dito que não acredito que o Vasco chegue) venceram e, logo, o resultado de vitória para nós, ainda que pelo placar mínimo, ainda que por 1 a 0, foi uma sonora goleada em termos de campeonato. O Fluminense é líder exatamente por conseguir vencer quando os rivais vencem, e continuar vencendo quando eles tropeçam. Poucos foram os nossos tropeços até aqui, e é essa campanha maravilhosa que justifica nossa posição na tabela de classificação. Aliás, nossa campanha repleta de “uns a zero” lembra muito aquele “Timinho” da década de 50, super vitorioso, mas que se acostumou a ganhar boa parte das partidas pelo placar mínimo. Epítome de eficiência, como o plantel atual. O tetra é logo ali!



Gostaria de chamar a atenção para a arbitragem do jogo. Ela não foi ruim, embora tenha havido lances em que os árbitros (não só o principal, mas também os bandeirinhas) se equivocaram, para ambos os lados. Todavia, os lances em que o Botafogo reclama não procedem, e o cartão amarelo para Seedorf, no primeiro tempo, foi merecido. Não tivesse ele feito aquilo (poderia ter apenas avisado a arbitragem), o cartão seria aplicado para o jogador do Fluminense que havia tirado a bola do lugar para cobrar mais à frente (inclusive, isso é relativamente comum, então, não sei o porquê de tanto escândalo).

Aproveitando o ensejo, foram lamentáveis as declarações do presidente do BFR, Maurício Assumpção, sobre o pedido que o Fluminense fez para jogar a partida contra a Ponte Preta no Engenhão. Ao falar “- Quer jogar com a Ponte no Engenhão? Negativo. Vai para Volta Redonda onde estão perdendo alguns pontinhos”, Assumpção demonstrou uma incrível pobreza de espírito que, aliás, não é novidade. Lembram-se do papelão que ele fez quando o Botafogo venceu a Taça Rio desse ano? Enfim, gostaria de lembrar ao mandatário alguns detalhes. Primeiro, o estádio NÃO É do Botafogo. Ele foi construído com dinheiro público, e está arrendado, o que é bem diferente. Assim sendo, ele deveria atender aos interesses do povo carioca, que pagou, com impostos, pela sua construção. E entre eles, estão, claro, os torcedores do Fluminense. Segundo, o Fluminense não joga de favor ou de graça. PAGAMOS para jogar lá, como pagávamos para jogar no Maracanã. Assim, me parece um contrassenso não querer ganhar uma graninha extra pelo uso do estádio, já que seu time não disputa nada. Se estivesse envolvido numa competição Sul-americana, ou brigando pelo título da competição, ou se até mesmo estivesse hoje na condição que está o Vasco, seria compreensível, embora a ironia fosse dispensável. Parece-me pura birra com o Fluminense, por conta do time dele ter perdido o título carioca desse ano de forma acachapante, com uma goleada logo no primeiro jogo. Terceiro, nossa campanha em Volta Redonda vai muito bem, obrigado. Só perdemos uma partida, e temos jogado lá como jogamos no Engenhão. Ao menos, Volta Redonda tem o privilégio de ver o líder jogar. De todo modo, não se preocupe, Sr. Assumpção. O Vasco, que pensa e age como time grande, emprestará São Januário ao Fluminense para o jogo com a Ponte Preta, mesmo disputando vaga para a Libertadores e – pela visão deles, que eu respeito – envolvido na disputa pelo título. Fique tranqüilo, Sr. Assumpção, pois a partir da reabertura do Maracanã, o senhor precisará se preocupar muito menos em ver o Fluminense ganhar títulos no “seu” estádio. Aí, poderá começar a se preocupar em como arrumará verba para sustentar o Engenhão só com o público da torcida do Botafogo.

É claro que seria muito melhor se tivéssemos um estádio próprio para jogar, e é isso que o Projeto Arena defende. Então, tricolor, faço um apelo: se você quer ajudar o Fluminense a ter a sua própria arena, acesse o blog do Projeto Arena, nossa comunidade no Facebook e informe-se. Precisaremos de todos. Só a união dos torcedores do Fluminense fará com que esse sonho se torne realidade.



Hoje temos a seção “como educar seu filho em relação ao futebol” mais uma vez.

Como educar seu filho em relação ao futebol - Parte 2:

FILHO: Papai, eu falei tudo o que o senhor disse sobre o mengão lá na escola, mas fiquei sabendo que ninguém tem mais títulos que o Flamengo!

PAI: É mesmo, filho? De que títulos lhe falaram?

FILHO: Ah, disseram que o mengão é hexacampeão brasileiro!

PAI: Hexacampeão? Muito me estranha isso, meu filho... se você um dia tiver o desprazer de visitar a sala de troféus do Flamengo, não vai conseguir encontrar a taça de campeão brasileiro de 1987, pois está na sala de troféus do Sport Recife. O Flamengo é, no máximo, pentacampeão brasileiro, e com algumas ressalvas, como os títulos de 1982 e 1992, os quais são questionados até hoje por conta de “erros” de arbitragem. E de mais a mais, o Flamengo só tem tradição nacional a partir do fim da década de 1970. Quando ele foi campeão brasileiro, todos os outros grandes do Rio já haviam sido campeões nacionais.

FILHO: Ah... mas o Flamengo tem a hegemonia de títulos no Rio, não é, pai?

PAI: Na verdade, não, meu filho. O Flamengo está empatado em número de títulos estaduais com o Fluminense (31 a 31). O que acontece é que a mídia considera o título “extra” de 1979, que recebeu o nome de “Taça Organizações Globo”. Assim, eles têm a castimanha de comemorar um “tricampeonato” em dois anos apenas. O que a mídia não conta é que, se considerarmos títulos “extras”, a hegemonia é do Fluminense, com 34 títulos, contando esse total, contra 32 dos urubus. Fora que eles terminaram em último lugar no estadual de 1933 e não foram rebaixados...

FILHO: Não sabia disso... mas o mengão já ganhou a Libertadores!

PAI: É filho, mas essa Libertadores, além de estar enfraquecida, foi permeada com escândalos, como o famoso jogo Atlético-MG 0 x 0 Flamengo, em que o José Roberto Wright, que viajou com o Flamengo e inclusive ficou no mesmo hotel acabou por expulsar meio time do Galo e encerrar o jogo, dando a vaga ao Flamengo. Após esse jogo, só times fracos apareceram pelo caminho do Flamengo. E em termos de Libertadores, o Vasco tem também um título, além do Sul-Americano de 1948, reconhecido como uma Libertadores pelos especialistas. Competições como a Copa Conmebol ou a Copa Mercosul não tiveram o mesmo peso. Logo, pode-se dizer que o Flamengo foi menos vezes campeão sul-americano que o Vasco.

FILHO: Mas... mas pai... o Flamengo já foi campeão do mundo!

PAI: Foi campeão de um torneio decidido em um jogo só, organizado por uma montadora de veículos, entre o campeão sul-americano e o campeão europeu, um torneio amistoso chamado de European-South American Cup (Copa Européia-Sul-Americana). Logo, é mais correto chamá-lo de campeão intercontinental, já que outros clubes não puderam participar da competição. E essa competição nem teve a chancela da FIFA, diferente do Mundial de 1952, vencido pelo Fluminense, por exemplo. Ainda que as competições anteriores a 2005 não sejam reconhecidas adequadamente pela FIFA nos dias de hoje, se considerarmos todas as competições com caráter “mundial” e incluirmos esta, o Flamengo também foi o último dos times do Rio a vencer uma. O Flu venceu em 1952, e Vasco e Botafogo também venceram competições de caráter mundial bem antes do Flamengo ganhar esse torneio amistoso.

FILHO: ...

PAI: Não se preocupe, filho. Você não é o primeiro a ouvir essas mentiras. Agora, entenda algo. O time que você escolhe para torcer não necessariamente define o seu caráter, mas todo clube tem uma história, e ela carrega consigo valores. O comportamento da torcida também carrega esses valores. Então, seja qual for o clube que você escolher para torcer, verifique seus valores antes, estude sua história. Essas mentiras que você ouviu dão uma noção dos valores da torcida que as conta. E isso é só o começo...


● Verde da Esperança

- O Fred vai te pegaaaaar! Bruno Mineiro não bate pênalti? Bruno Mineiro não joga em time grande! Geninho faz-me rir.
- Cara, Edinho fez um partidaço. Está jogando pra caramba. Boa surpresa, embora eu ainda prefira o Valencia. Mas vou passar a gritar o nome dele hehe.
- Diego Cavalieri. Nada mais.
- Wellington Nem jogou com o joelho baleado e ficou em campo até dar o passe para o gol. Chinelinhos, aprendam com ele!
- Gum e sua regularidade nos levarão ao título.


● Branco da Paz

- Dessa vez a torcida compareceu em peso. Se a do Bota tivesse feito a sua parte, lotaríamos o estádio.
- Deco jogou em “modo de repouso”. No próximo jogo ele arrebenta de novo.
- A arbitragem não comprometeu, embora tenha cometido alguns erros. Mas não nos roubou, pelo menos.
- Jean tem andado mais discreto do que antes, mas vem sendo menos exigido também. Quando for exigido, vai brilhar.


● Grená do Vigor

- Bruno e Carlinhos... junta ambos e não sai meio lateral atualmente... putz.
- Marcos Jr., você quer ser titular assim? Chutando desequilibrado, tomando cartão amarelo de bobeira...
- Thiago Neves, Thiago Neves... só vi você aparecendo no jogo naquela falta patética que bateu na barreira e ao perder um gol embaixo das traves praticamente...
- Abel, aprendeu né? Colocou o Valencia em vez do Diguinho!


Faltam 10 rodadas pra gritar “É campeão”! Acredita, Fluzão!



Sobre o autor: Aloisio Soares Senra é professor de Inglês do Município do Rio de Janeiro desde 2011, e torcedor do Fluminense desde sempre. Casado, é carioca da gema, escritor, jogador de RPG, entre outras atividades intelectuais.

Esta coluna foi publicada originalmente no dia 07/10/2012, no blog do Projeto Arena:

http://arenafluminense.blogspot.com.br/2012/10/goleada-tradicao-em-verde-branco-e-grena.html