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A Vida Continua

Postado por Aloisio | sexta-feira, 17 de maio de 2013


Tricolores de sangue grená, nada como um dia após o outro. Se num momento conseguimos a classificação para as oitavas vencendo o Caracas e, de quebra, passamos pelo Volta Redonda nas semifinais da Taça Rio, de repente tudo mudou: perdemos o jogo de ida pelas Oitavas-de-final da Libertadores no Equador e, logo depois, o título estadual para o Botafogo que, justiça seja feita, mereceu o caneco, não só por ter sido o mais regular durante toda a competição, mas também porque não tinha a cabeça na Libertadores, como nós. Assim, o jogo de volta prometia ser extremamente nervoso, devido ao semestre que corria risco. Após termos sido garfados absurdamente no Equador com a concessão de um pênalti completamente inventado (no qual até a mídia precisou dar o braço a torcer) para o Emelec, precisávamos vencer por um gol de diferença em São Januário, caso o Emelec não fizesse gols. Caso fizesse, precisávamos de dois gols de diferença para conseguir a vaga. Após garantir meu ingresso para o jogo, tive a notícia de que Fred jogaria. Quase não acreditei, uma vez que várias notícias davam conta de que o capitão continuaria fora. Mas ele jogou. E aí...


E aí, vivos, doentes e mortos invadiram o único estádio no Rio liberado para o jogo e empurraram o esquadrão tricolor. Fanáticos cantaram como nunca, agitaram e desfraldaram suas bandeiras, lembrando os bons momentos da melhor torcida do Brasil. Comandado por Fred, o Flu mostrou gana. Mostrou desejo. Mostrou vontade de ganhar essa taça. Muitos argumentariam que “era apenas o Emelec” e que o Fluminense não fazia “mais que a obrigação”. Depois da definição dos confrontos das quartas, aqueles que desmereceram nossa brilhante vitória tiveram que repensar seus conceitos. O time comeu grama. Correu o campo todo, dedicou-se, atacou, defendeu e não deixou que o Emelec vazasse a nossa meta. Com Fred em campo... vence o Fluminense. Fluminense 1 x 0 com gol de Fred, que mostra que o faro de artilheiro prevalece nas horas de necessidade. O resto do jogo foi exatamente o que esperávamos... Emelec tentando empatar desesperadamente para conseguir a vaga e um extenuado Flu se defendendo. Do meio para o fim do segundo tempo, ficou clara a diferença técnica entre as duas equipes, o que fez com que os equatorianos começassem a apelar para segurar nossos jogadores. Primeiro com falta em Wagner, e depois em Rhayner (que entrou no lugar do apagadíssimo Thiago Neves), dois cartões vermelhos foram o saldo para o Emelec. E Carlinhos, que fez um partidaço, lembrando o lateral insinuante que todos nós sempre queremos ver, fez o segundo gol quase no fim do jogo, após boa jogada de Samuel, que substituiu o matador, que já não tinha pernas. Vitória, classificação, quartas-de-final.


E com a vitória por 2 a 0 do Olímpia sobre o Tigre, ficou definido nosso adversário nas quartas-de-final da Copa Libertadores. O Olímpia, da mesma forma que o Flu, perdeu o jogo de ida por 2 a 1 e precisava do mesmo placar que o Flu para se classificar. A qualidade do time paraguaio prevaleceu e o 2 a 0 ficou barato. Fico aliviado por enfrentarmos o Olímpia, e por dois excelentes motivos. O primeiro, como devem imaginar, é por conta da violência do Tigre. O que mais vi foi o time argentino “baixando a porrada” ao longo da competição. E com a nossa sorte com lesões, seria de se esperar que não conseguíssemos repetir o time em ambas as partidas. O Olímpia é um time mais técnico, que joga e deixa jogar, e acho que o Flu atua melhor contra equipes de peso. O segundo motivo, do qual muitos vão discordar, é o fato de jogarmos a primeira partida “em casa”. Desta vez foi um excelente negócio, amigos. Dia 22 jogaremos em São Januário. Fosse dia 29 o jogo, não poderíamos jogar lá. E iríamos para onde? Macaé? Juiz de Fora? Como amante do Fluminense e morador do Rio, defendo que o Flu jogue sempre na Cidade Maravilhosa, e a classificação do Olímpia me permitirá acompanhar este duelo tão importante. Sim, meu ingresso já está comprado. E o seu?

Atlético-MG eliminou o São Paulo. O time de Cuca deu sorte de Lúcio ser um irresponsável. O time paulista estava “engolindo” o Galo no Morumbi até o lance fatídico. Com a pressão de ganhar no Independência, era previsível o que aconteceria. O próximo adversário do time mineiro é o Tijuana, que ganhou do Palmeiras na casa do adversário, por 2 a 1, eliminando-o. Ainda que o goleiro do alviverde tenha facilitado a vida dos mexicanos, é difícil contestar a classificação dos caras pelo modo como jogaram. Esse time, como eu já tinha falado nesse espaço antes, vai dar trabalho. Entre Atlético-MG e Tijuana, fico com os chicanos. Até agora o time do Cuca não teve um desafio de verdade, e esse será o primeiro. O vencedor deste confronto encara o vitorioso entre Boca Juniors (que eliminou os gambás em São Paulo, mostrando a força da camisa dos argentinos) e Newell´s Old Boys, que foi a grande surpresa da semana, eliminando o Vélez, um dos favoritos ao título, que jogava em casa. Deve dar Boca pela tradição, mas entre argentinos os xeneizes não têm se dado muito bem, basta ver sua classificação no campeonato nacional. Na outra chave, Real Garcilaso, do Peru, se não me engano um dos debutantes da Libertadores, conseguiu uma vaga muito expressiva sobre o também favorito Nacional, do Uruguai, vencendo nos pênaltis após dois resultados iguais. E na Colômbia... como algumas vezes eu já tinha alertado... caiu o time do Grêmio. O Santa Fé jogou o que precisava para vencer por 1 a 0, e o time de três cores gaúcho cansou de perder gols, inclusive um nos acréscimos com Vargas, que lhe daria a vaga. O time colombiano tem como referência no ataque Cristian Borja, meus amigos. Lembram-se dele? Então... por esse motivo, acredito que o Real Garcilaso seja favorito e deva passar pelo Santa Fé, que está fazendo hora extra na Libertadores. E o vencedor de Flu x Olímpia? Precisa mesmo perguntar?

Eu não sei quem é o culpado, não sei o que está acontecendo... mas não podemos mais ignorar. Após a cessão do terreno para a construção do CT do Flu, TODO MUNDO que iria injetar dinheiro no projeto deu pra trás. Ambev, o próprio governo, de repente ninguém mais quer ajudar o tricolor. Deram a porcaria do espaço e querem agora que a gente se vire pra construir lá. E aí? Como fica? Continuamos lambendo as botas da Ambev? Não vamos a público nem mesmo mostrar nosso asco por esta atitude? É assim que o governo quer que abriguemos seleções durante a Copa? Está tão bizarro que o Peter precisou viajar aos EUA para tentar fechar parcerias que viabilizassem o projeto. E aí, não sei por que motivo, começamos a campanha “Talibã Tricolor”. Eu não tenho completa certeza se foi algo espontâneo, entendo até a simbologia, mas achei que foi uma tremenda bola fora pelo momento. Pensem, tricolores... não é muita coincidência que, no momento em que o Fluminense começa a internacionalizar sua marca nos Estados Unidos, em que o Peter recorre a parcerias norte-americanas para viabilizar os projetos, surja, DO NADA, completamente DO NADA, algo relacionado ao talibã, que é visto com maus olhos pelos americanos? Não parece a vocês algo semeado para atrapalhar nossos planos? Não estou criticando a idéia, não a acho de todo ruim, uma manifestação legítima da torcida é válida... mas... será que foi mesmo legítima? Onde começou? Quem começou com a idéia, e por quê? Acredito que esse tipo de resposta seria útil, até para esclarecer nossos parceiros comerciais e não estragar a boa imagem que estamos construindo hoje no mundo inteiro. Resistam a condenar minha postura e reflitam um pouco sobre o que falei, é tudo que lhes peço.

Um outro ponto importantíssimo que está passando batido... até quando, galera? Até quando vamos ouvir bobagens como “o Fluminense não tem estádio”, quando TEMOS estádio, e a merda do governo não nos deixa utilizá-lo? Quer dizer que podemos jogar em Conselheiro Galvão, em Moça Bonita, em Macaé, em Volta Redonda, em Juiz de Fora e no escambau a quatro, mas nas Laranjeiras não? DANE-SE o trânsito da zona sul. O trânsito da zona norte pode ficar ruim durante os jogos em São Januário e no Engenhão, que ninguém liga, não é mesmo? E agora essa palhaçada de não reabrir o Maracanã, de ficar molengando, de fechar o Engenhão, de ceder São Januário à Itália para uma merda de torneio caça-níquel da Fifa! Diretoria, precisamos de providências. Ou se faz um esforço para reabrir JÁ as Laranjeiras, que podem tranquilamente receber a maioria dos jogos que o Fluminense faz (salvo clássicos e jogos decisivos ou com grande expectativa de presença de público de algumas competições), ou engaja agora mesmo um projeto sério para termos um estádio. A galera do Projeto Arena foi a primeira a levantar essa bola, e agora estamos aí, na mão do palhaço, dependendo de estádio pra jogar. ESTÁDIO É PRIORIDADE, PETER. Seja qual for, use a força política do Fluminense e estabeleça logo um local para jogarmos. Um clube com a nossa grandeza não pode ficar transitando entre um estádio e outro, dependendo da boa vontade de outros clubes para poder fazer o que sempre fez no SEU estádio: jogar futebol.


Doping. Uma palavra que traz à tona o pior do que temos no desporto. E por muito tempo a imagem do Fluminense não esteve associada a isso. Infelizmente, nada é eterno – exceto o próprio Fluminense – e, mais cedo ou mais tarde, isto haveria de ocorrer. Antes do primeiro jogo da Libertadores, contra o Caracas, Thiago Neves foi retirado da partida por suspeita de doping. Há algumas semanas, Deco foi pego no exame antidoping de uma partida em que ele não jogou sequer um tempo inteiro. E, pra finalizar, Michael, nosso menino, foi pego no antidoping e confessou que usou cocaína. São casos completamente diferentes, mas que a Flapress junta num mesmo saco pra dar bordoadas no Flu. Será que a culpa é do clube? A culpa é do clube se Thiago Neves e, principalmente Deco, macacos velhos, cometem erros infantis na hora de tomar medicamentos? A culpa é do Flu se Michael, que recebe todo suporte possível e impossível, acaba por cair num erro comum e experimentar drogas? Eu espero, sinceramente, que Deco consiga provar que não tem culpa e seja absolvido, mas que se aposente logo depois. Já não dá mais para ele, e queremos a volta de Conca há muito tempo. Para Michael, eu espero sinceramente que ele seja suspenso durante um bom tempo para aprender, mas que se trate, se cure e, um dia, retorne ao esporte. Não podemos simplesmente passar a mão na cabeça. Temos que dar exemplo de virtude, limpeza e transparência, como sempre foi, salvo nos piores momentos de nossa história. E este certamente não é um deles.

● Verde da Esperança

- O FRED VAI TE PEGAAAAAR!
- Cada vez mais sinto o cheiro dessa taça. Está maduríssimo esse título.
- Foi extremamente engraçado ver a Fox Sports chorar com a eliminação dos gambás
- Foi extremamente engraçado ver um monte de gente nas redes sociais exaltando a postura da torcida do Corinthians depois do jogo, pra logo depois mudar de idéia ao ver o quebra-quebra do lado de fora.
- Inclusive, essa “postura” da torcida dos gambás é praticamente lugar-comum na nossa. É extremamente fácil relembrar situações em que fizemos exatamente isso, e sem quebra-quebra.
- Estou extremamente interessado em saber quais serão as contratações que o Rodrigo Caetano tem em mente... que esse caça-níquel da Fifa termine logo.
- Rhayner se machucou ontem. Hoje já treinava. Ele é o símbolo do Flu nessa Libertadores.


● Branco da Paz

- A torcida mandou bem no último jogo, mas os torcedores das organizadas que ficavam na posição lateral em relação ao campo não cantaram tanto. Fica aqui o pedido para que incentivem mais dia 22.
- Vejo muitos vascaínos revoltados pela cessão de São Januário ao Fluminense para esses últimos jogos. Deixo uma mensagem a esses torcedores: não nos sentimos à vontade com essa situação, mas coloquem-se no nosso lugar. Se fosse o estádio de vocês que, na década de 90, começou a ser alvo de impedimento para a realização de jogos devido à implicância do governo, como vocês se sentiriam?
- Mais uma arbitragem ridícula no jogo Emelec x Fluminense. Todavia, tivemos boa arbitragem no jogo da volta, e foi crucial pra que o placar justo se estabelecesse. A Libertadores, cada vez mais, é decidida na arbitragem.
- Gostei muito da declaração do Carlinhos após o jogo e o gol marcado. Acredito muito que ele subirá ainda mais de rendimento e, junto com Rhayner, Wagner e Fred, será decisivo para conquistar o caneco.
 

● Grená do Vigor

- Abel, sem Abelices contra o Olímpia. Sorte a nossa que o Thiago Neves estará fora do jogo. Rhayner é TITULAR.
- Bruno parece cada vez mais tricolor – basta ver o gesto dele após o jogo – mas penso que seria a hora de testar mais o Jean na lateral. Precisamos de inteligência naquele setor. O Nem caiu muito de produção por conta da inoperância da ala direita do Flu.
- É muito difícil depender da nossa zaga, que a cada jogo nos dá alguns sustos... espero que aproveitem essa pausa para recuperar a forma física.
- Brasileirão com reservas nesses primeiros jogos, por favor, Abel. Só pegaremos babas!
- É o momento de esgotar de vez os ingressos e cantar! Apoiar do início ao fim! É a Libertadores em jogo, meus amigos! Desta vez será nossa!


Vamos em busca da América! Acredita, Fluzão!


Sobre o autor: Aloisio Soares Senra é professor de Inglês do Município do Rio de Janeiro desde 2011, e torcedor do Fluminense desde sempre. Casado, é carioca da gema, escritor, jogador de RPG, entre outras atividades intelectuais.

Esta coluna foi publicada originalmente no dia 17/05/2013, no blog do Projeto Arena

http://arenafluminense.blogspot.com.br/2013/05/a-vida-continua-tradicao-em-verde.html

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É hora de decisão

Postado por Aloisio | sexta-feira, 19 de abril de 2013



Tricolores de sangue grená, peço desculpas pela longa ausência desta coluna. Os muitos problemas, aliados à completa falta de inspiração, me deixaram sem gana para escrever. Sim... é preciso gana para escrever, muito mais do que conhecimento, formação... é preciso querer. E, por muito tempo, eu não quis. Pensei em escrever assim que o Fluminense conquistou sua primeira vitória na Taça Rio, sobre o Audax, por um magro 1 a 0, em jogada bonita. Ali foi quase um repeteco do jogo contra o Huachipato. Poderíamos ter feito um placar elástico, mas a bola não cruzou mais que uma vez a meta do arqueiro adversário. Não pensei em escrever após o empate com o Duque de Caxias, partida que precisamos esquecer. Aquele não é o Fluminense tetracampeão brasileiro, jamais o será. Todavia, quando Rhayner despertou o Marcão e o Marquinho dentro de si na vitória por 3 a 1 do Flu sobre o Macaé, pensei em escrever. Mas ainda não era hora. Provavelmente, eu seria bastante ridicularizado se colocasse na coluna o que, naquele momento, já pensava sobre o menino. Esse jogo contra o pequeno Macaé me trouxe o sorriso de volta ao rosto. Eu vi na atuação de Michael, Marcos Jr. e Rhayner o Fluminense do futuro. O Fluminense da independência dos medalhões, da garra, do amor à camisa, do comprometimento. No jogo contra o Boavista, em que pese termos lutado com o gramado, o ritmo continuou. Rhayner continuou. E aí veio a fatídica partida contra o então líder do nosso grupo, o Resende.






Fatídica porque decidiu a nossa classificação para as semifinais, pois chegamos aos 13 pontos? Fatídica porque Rhayner brilhou de novo na vitória por 2 a 0, e fez seu primeiro gol depois de dois anos? Fatídica porque até então o Resende era líder? Nada disso... fatídica porque perdemos Fred. Com menos de dez minutos, o nosso capitão e artilheiro era retirado de campo, preocupando a todos os tricolores que não começaram a torcer para o Fluminense ontem, dado o histórico de lesões do ídolo. Menos mal que, aparentemente, era uma lesão nova, e deve curar-se a tempo até, com alguma sorte, de jogar a próxima partida pela Libertadores. Mas não foi o bastante para jogar as seguintes. Fomos para o sul pegar o Grêmio sem vários titulares. Thiago Neves ainda se recuperava, Deco acabou ficando fora porque é um ex-jogador em atividade, e o Fred devido ao problema já citado. Wellington Nem também nos desfalcou, pois ainda não tinha voltado de contusão, e no jogo contra o Resende perdemos também o Marcos Jr., seu reserva imediato. Dependíamos, essencialmente, de uma boa partida dos laterais (coisa raríssima), e de Wagner e Rhayner, dupla que estava rendendo bem. O Grêmio precisava da vitória para ficar numa situação mais confortável, e atacou durante o primeiro tempo, testando nossa postura defensiva que, surpreendentemente, anulou as chances do time gaúcho. No fim do primeiro tempo, Cris foi expulso justamente. No segundo tempo, o Flu começou a dar as cartas, jogando para ganhar de pouco, como sabíamos que seria a proposta lá no sul. E aí...






O nosso querido auxiliar, que é pago para isso, se esqueceu de olhar a linha da grande área em um lance decisivo, anulando um gol legítimo do Rhayner. Seria a vitória, e já estaríamos classificados com uma rodada de antecipação, podendo até perder do Caracas no último jogo da fase de grupos. Fomos novamente garfados contra o Grêmio. Após esse jogo, eu cheguei a ter vontade de escrever, mas quando pensei que o título invariavalmente teria que ser “Quando o placar mente - Parte 3”, desisti. Prefiro, hoje, exaltar a nossa postura em campo e dizer que me orgulhei com o que vi. Tinha certeza de que nos classificaríamos, e toda a torcida deveria ter. Até que veio o Fra-Flu. Como qualquer tricolor que se preze sabia, o jogo contra o esgoto da beira da Lagoa, que conseguiu a façanha de perder pro Sendas, nada valia, a não ser pra eles mesmos. Era óbvio que, se o Abel escalasse o que tinha de melhor, corria o risco de perder jogadores por lesão para a partida que realmente importava. Logo, estranhei quando não vi o time sub-20 em campo. Havia alguns dos titulares, o que não me pareceu correto. Passou pela minha cabeça que o Abel provavelmente foi “pressionado” (na verdade o clube foi pressionado) pela televisão para escalar um bom time, em vez de colocar só os reservas. Em vez de vermos Berna, Wallace, Digão, Elivelton e Monzón; Fábio Braga, Rafinha e Eduardo, Biro-Biro, Samuel e Michael, vimos muitos dos que jogariam contra o Caracas. E só podia desandar. Além dos malditos mulambos terem sorte pra cacete (o gol do caneludo não existiria se ele não tivesse escorregado de forma tosca ao tentar acompanhar o zagueiro do Flu), as nossas bolas não entraram e o time jogou como se realmente estivesse disputando um amistoso. E ESTAVA. Tricolores, não sejam enganados. Os tricolores dão importância demais ao esgoto... por causa dos torcedores deles, que incomodam a gente no dia-a-dia... mas a verdade, a grande verdade, é que ultimamente eles não são rivais para nós. Eles são como moscas que voam em torno de nós e nos incomodam. Matar uma mosca não faz diferença alguma. O foco de TODA A TORCIDA devia ser querer ganhar o Boca, o Atlético-MG, o São Paulo, o Nacional, o Caracas, o Vélez... estamos em OUTRO PATAMAR. Tá na hora de a torcida entender isso e IR À PORCARIA DO ESTÁDIO NA LIBERTADORES. Senão, essas moscas vão continuar nos incomodando ainda por muito tempo. Após este esporro necessário para que alguns acordem, falarei do que realmente queria falar desde o início: a partida decisiva contra o Caracas.




Nesta partida, ocorrida na quinta-feira passada em São Januário, visto que “fecharam” o Engenhão, o Fluminense jogou com a maioria dos chamados titulares. Do goleiro ao segundo volante, este é o time do Abel, gostemos ou não. Questionem Gum, Leandro Euzébio, Carlinhos, Bruno e Edinho, mas saibam que será muito difícil perderem a vaga até o jogo derradeiro desta competição. Porém, do meio para a frente estávamos com problemas. Wellington Nem, recém-integrado ao time, tentava dar força ofensiva a um time desfalcado no ataque. Sem Thiago Neves. Sem Deco. Sem Fred. Mas com Wágner. E com Rhayner. E Sóbis. Sim, Rafael Sóbis. Confesso que sempre o achei uma baita contratação, mas depois que ele veio, nunca me encantou, salvo em raros momentos, como a final do carioquinha do ano passado e por alguns gols decisivos nos últimos brasileiros. Mas tenho que dar a mão à palmatória: o cara decide. Sóbis não é apoiador. Abel o escala ali de vez em quando. Sóbis não é centro-avante. Abel o escalou ali anteontem. E ele decidiu. Se a bola de Rhayner não tivesse beijado a trave no primeiro tempo após jogada individual maravilhosa, talvez Sóbis tivesse sido deixado de canto. Mas a vida guarda um lugar de protagonista para aqueles que trabalham com humildade. Sempre reserva, sempre, ele continuou trabalhando duro. Mesmo tendo perdido a vaga para um menino. Mesmo com o currículo cheio de títulos importantes. Mesmo assim. E eu tenho certeza, ele ainda será importante ao longo da Libertadores. E foi ele nosso herói. Quando a bola sobrou, numa tentativa ofensiva do Flu, ele mandou pro fundo das redes, chutando bem, como sabemos que ele faz. E decretou o 1 a 0 que fez explodir a torcida fiel, que sempre está com o Flu (não a de modinha, que só lota na boa). Cavallieri também foi importante. Salvou um lance perigoso e foi seguro o tempo todo. Rhayner jogou uma barbaridade. Wagner foi cerebral e ousado. Até o Felipe entrou bem. Mas só ele fez o gol. Obrigado, Sóbis. Te vejo no Equador.




● Verde da Esperança

- Acho graça dos que apontavam as “pembas” que íamos pegar nas Oitavas... Emelec agora, se passarmos, Olímpia ou Tigre. Temos a obrigação de chegar às semifinais.
- Já a outra chave... um monte de “favoritos” se matando. Morro de rir.
- Rhayner! Sempre titular, Rhayner! Sempre!
- Reservas contra o Bangu. Nada mais a dizer.
- Rodrigo Caetano, já que falou em contratações, traz o Conca, um zagueiro de ponta (Dedé; aproveite o imbróglio), um volante versátil (Cícero) e estamos conversados.


● Branco da Paz

- Batendo ponto aqui para agradecer à diretoria por ter podido acompanhar o Fluzão a custo zero contra o Caracas. Valeu!
- Agora é paz, galera. Mesmo que enfrentemos o Botafogo na semifinal do Carioca, não é melhor enfrentá-los agora? Pelo menos assim, definimos logo se vamos lutar pelo título ou não. Esperar ir pra uma final de turno com eles é desgastante, fora que, se perdermos, o impacto será muito pior.
- Precisamos pressionar a Conmebol, diretoria... essas arbitragens dos nossos jogos estão um absurdo...
- Que bonitinha a postura do Esgoto em querer anular o jogo contra o Duque de Caxias... que coisa mais fofa! Nada pode ser menor atualmente que eles. Nem o Cerro Porteño, lanterna de um grupo fraquíssimo na Libertadores!


● Grená do Vigor

- Carlinhos, entendo o teu momento, xará, mas não a tua insistência em ser escalado. No Fla-Flu, você não tinha nem que ter entrado em campo!
- Aposenta, Deco. Não dá mais, cara. Abre espaço pra um meia chegar. Quando o Conca voltar, temos que ter espaço pra ele no time. Segura até ele chegar, beleza?
- Bruno, eu vibrei quando vi você cruzar. Mesmo errando. Por que não faz isso mais vezes?
- Gum, tá na hora de treinar mais posicionamento, cara.
- Corneteiros, fiquem em casa. Queremos os 15.000 de sempre no estádio. Seja em que estádio for. Se forem, vão pra apoiar. Vaiar o time daqui pra frente é considerado crime.

Vamos em busca da América! Acredita, Fluzão!









Sobre o autor: Aloisio Soares Senra é professor de Inglês do Município do Rio de Janeiro desde 2011, e torcedor do Fluminense desde sempre. Casado, é carioca da gema, escritor, jogador de RPG, entre outras atividades intelectuais.



Esta coluna foi publicada originalmente no dia 19/04/2013, no blog do Projeto Arena


http://arenafluminense.blogspot.com.br/2013/04/e-hora-de-decisao-tradicao-em-verde.html





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Quando o placar mente - Parte 2

Postado por Aloisio | sábado, 9 de março de 2013


Tricolores de sangue grená, a bruxa está definitivamente solta. Uma rápida pesquisa em vários blogs de – supostos – tricolores acerca do nosso último compromisso na principal competição continental do Brasil são de desesperar o mais otimista torcedor do Fluminense. Desde a exagerada derrota para o Grêmio, o Fluminense vem sendo sistematicamente bombardeado pela Flapress. Não obstante, também temos que nos defender do “fogo amigo”, ou seja, do tricolores que compram a idéia que a mídia mulambenta tenta reproduzir a todo custo: de que não temos a mínima condição de vencer a Copa Libertadores. Porque o Deco está bichado. Porque o Cavallieri não faz mais milagres. Porque a defesa – que já foi a menos vazada em algumas competições nos últimos anos – é uma porcaria. Porque Wellington Nem está mascarado. Porque Thiago Neves é burocrático. Porque os laterais são horrorosos. Porque Jean voltou apagado da Seleção. Porque o Fred perdeu o faro de gol...

É insuportável ler crônicas corneteiras sobre o Fluminense de hoje. Elas cansam, enojam e demonstram uma realidade que simplesmente não existe. Repitam comigo, pessoas: atualmente, NÃO TOMAMOS VAREIO DE NINGUÉM. Os últimos vareios de bola que o Fluminense tomou foram em 2009, em boa parte do Campeonato Brasileiro (tomamos vareios de Goiás e Coritiba em pleno Maracanã, de envergonhar), e duas goleadas fora de casa totalmente anormais para América-MG e Bahia em 2011. E só! Estamos passando por uma má fase, mas a torcida infelizmente mostra que não merece ganhar a Libertadores. Em vez de terem enchido o estádio contra o campeão chileno, preferem cornetar o fim-de-semana de folga concedido aos jogadores. Com toda a sinceridade, não vi nada de mais nisso. Só teremos jogo domingo que vem, e pelo Carioca ainda por cima. Eles precisam treinar, é claro, mas descanso e qualidade de vida também estão dentro do planejamento!

Eu não estou defendendo exacerbadamente o grupo, o Abel, o Peter, o Rodrigo Caetano, o Celso Barros, ninguém. Não concordo totalmente com o Abel, mas discutir sobre a vocação que o homem tem para as conquistas é ser leviano. Temos condições, sim, de conquistar a Libertadores, mas torcedor tricolor que não vai ao estádio NÃO PODE COBRAR caso sejamos eliminados. Eu posso, pois vou a todos os jogos em casa, apóio do início ao fim, me associei ao clube e defendo-o com unhas e dentes. As três cores que traduzem tradição são minha segunda pele. Chamar o time de “time sem vergonha” porque não conseguiu meter a bola pra dentro por azar é o cúmulo do absurdo. A maioria da torcida parece ter memória absurdamente curta. Há catorze anos, provavelmente nenhum tricolor sonharia em estarmos vivendo momentos como os de hoje. Em 2013, passamos por uma das épocas mais gloriosas do nosso clube, senão a mais gloriosa. Há de se saber reconhecer o bom trabalho que vem sendo feito e dar um voto de confiança, SIM. Se não der certo, que outro treinador dê continuidade ao trabalho, mas o mínimo que ele merece é a nossa confiança. Sejamos coerentes!




O jogo, para aqueles que o analisaram friamente, só nos trouxe a constatação óbvia: o Fluminense está em franca evolução. Esta foi a melhor partida do Flu em 2013. Contra o Huachipato, no Chile, jogou bem melhor que o adversário, sobretudo no primeiro tempo. Contra o Vasco, dominou e pressionou o tempo todo e perdeu nas falhas defensivas no fim, somadas à precisão do adversário. E contra o mesmo Huachipato, agora no Rio, mandou no jogo em 90% do tempo. O primeiro tempo, então, foi um massacre. Até os trinta minutos, já havíamos conseguido sete finalizações com perigo para o gol de Veloso. Todavia, a bola teimava em não entrar, mesmo com as boas jogadas pelas laterais e triangulações que o time desenvolvia. Assim o foi até que o goleiro Veloso se enrolou numa jogada que parecia fácil. Em vez de chutar a bola que vinha ao seu encontro, tentou dar um lençol em Deco e, logo após, furou. Com isso, a bola ficou pingando, e o Fluminense tentou retomá-la. Deco faria o gol caso não sofresse pênalti. O juiz assinalou bem o lance e Fred foi para a bola. Nosso artilheiro, que não perde pênaltis há um bom tempo, não desperdiçou, e o Flu parecia abrir caminho para uma goleada, tal o volume de jogo apresentado.




Mas, como sabemos por longa experiência – vide 2008 – o futebol não é justo. O Fluminense diminuiu um pouco o ritmo após o gol, tentando entrar com mais calma na defesa do Huachipato. Algumas chances foram criadas, mas veio o intervalo. E com ele, uma onda de azar sem precedentes. Quando voltamos para o segundo tempo, o time chileno havia modificado seu esquema de jogo, para voltar ao 4-4-2. Não sei se Abel viu isso, mas não houve modificações aparentes. Continuamos pressionando, e perdemos mais e mais gols. No fim do jogo, tínhamos feito 20 finalizações com real perigo. Veloso, a partir de sua entrada em campo para a segunda etapa, se tornou o nome do jogo. A lambança feita no pênalti cometido foi inteiramente compensada com sua atuação de gala. Salvou pelo menos dois gols certos e evitou várias jogadas de perigo com intervenções precisas e seguras. Em muitas jogadas, o bandeira que acompanhava os ataques do Fluminense assinalava os impedimentos sem hesitar. Em alguns deles, cheguei a duvidar de sua existência ou não. Já para o Huachipato, o bandeira que acompanhava as descidas da equipe chilena, no outro lado do campo, parecia com o braço engessado. Em várias oportunidades nas quais havia impedimento claro (e eu estava em boa posição no estádio para vê-los) ele sequer duvidava da legalidade do lance. Isso proporcionava uma válvula de escape para o visitante, que aproveitou bem as costas de nossos laterais, que avançavam demais.

O inacreditável gol de empate dos caras veio numa jogada em que o árbitro erradamente marcou sola do Carlinhos (quem deu a sola foi o jogador da equipe chilena), dando tiro livre indireto. No desenrolar do lance, no bate-e-rebate, após bola mal afastada por Gum e drible ridículo sofrido por Edinho, o adversário empatou. E aí, fomos pro abafa. Wagner, que havia entrado no lugar de Deco há pouco, começou a achar espaços e a tentar penetrações, mas sem sucesso. Fred recebia muitas bolas, mas preferia tentar o pivô na maioria delas e errava muitos passes. Rhayner entrou no lugar de Bruno, e Abel deslocou o Jean para a direita. Com o volante já cansado e o bandeira ignorando impedimentos, chegamos a sofrer um contra-ataque que daria a chance do gol da vitória para o Huachipato, mas Cavallieri fez ótima defesa e garantiu o empate. Todas as chances que tivemos foram neutralizadas pela defesa dos caras ou pelo goleiro Veloso, que vai com certeza gravar essa noite para a eternidade.

Então, meus amigos, se fosse sete ou oito a ZERO, não seria nada de mais, e o que estaríamos vendo na mídia corneteira seria uma exaltação sem precedentes ao escrete tricolor. Mas, como os gols não vieram, a despeito da ótima atuação, o time é “sem vergonha”. Tá certo. Futebol é resultado. Santa ignorância. Vamos ver no final do semestre quem tem razão. Bola para ganhar nós temos. Precisamos ter consciência de que outros também têm. Mas, principalmente, é hora de abandonar a síndrome de vira-latas que aflige a torcida. Sempre acham que somos uma porcaria, não valorizam atuações, tampouco resultados, e acham que dá pra ganhar sempre. Desculpem, não dá! Futebol vive de zebras como as de quarta-feira, como a eliminação para o Boavista naquela semifinal de turno de Carioca, e vários outros resultados difíceis de digerir, não só ocorridos com o Flu, mas também com os outros, com os rivais! Não estamos imunes a isso! Se o Grêmio não esteve imune à derrota em casa para esse mesmo time, por que nós, que não ganhamos ainda do Grêmio, estaríamos? Valorizemos os adversários quando eles merecerem. Parabéns ao Huachipato pelo ponto conquistado na atuação soberba de seu goleiro. Mereceram. Ao Flu, resta trabalhar. Temos um mês para isso. Temos time para vencer o Grêmio lá no sul, mas até mesmo o empate será um bom resultado. Mas só se houver empenho. Só se suarem sangue, como foi nessa última partida, e não desistir até o apito final. Se não houver isso, a tradição do Imortal vai nos engolir. E lamber os beiços.



Acompanhei pouco a partida entre Fluminense e Botafogo, pela Taça Guanabara sub-20, mas o que vi me agradou bastante. Ainda que tenhamos perdido um pênalti no segundo tempo, quando o jogo se arrastava sem alterações no placar, encontramos força ofensiva para marcar o gol da vitória pouco depois, após cobrança de escanteio. Que essa seja uma demonstração da força que o Fluminense tem em sua base, para os incrédulos, que acham que Xerém é uma porcaria. Menos de dois meses após os meninos do Flu vencerem o Mundial Sub-18, somos campeões no Sub-20 invictos. Já garantidos na final, os moleques de Xerém estão de parabéns pela conquista. Vence o Fluminense!


● Verde da Esperança

- Bem que o Caracas podia arrumar um empate com o Grêmio, pra dar graça ao grupo, né?
- O time está evoluindo bem, mas há espaço para mudanças. O Abel precisa avaliar como as peças da defesa principalmente vão se comportar durante esse período sem jogos da Libertadores.
- Ao contrário de todos, e corroborando com o PC Filho, espero que o Flu se classifique em segundo do grupo. Decidir em casa raramente nos trouxe sorte.
- O segundo turno do Carioca vai começar. Hora de testar pra valer o Monzón, Felipe e Wellington Silva.
- O Flu poderia contratar algum zagueiro que esteja se destacando por aí. Eu daria uma olhada no Campeonato Paulista.


● Branco da Paz

- A diretoria deu uma tremenda bola dentro com a cortesia aos sócios para os jogos contra o Huachipato e contra o Caracas. Já me aproveitei desse último. Obrigado!
- Com sete pontos, nossa chance de classificação é mais de 70%. Ainda que percamos do Grêmio, só vamos depender de nós mesmos ao encarar o Caracas em casa. Duvido que a equipe venezuelana chegue a vencer o time gaúcho.
- A torcida precisa se tranqüilizar. Eu também estava fulo da vida com o resultado injusto, mas os caras tentaram. De todo modo, como já disse algumas vezes, eu prefiro um futebol mais pragmático, mas campeão.
- E a Conmebol arregou pro Corinthians e deixou a torcida entrar nos jogos em casa... e até hoje o Fluminense não conseguiu vetar um árbitro sequer em seus jogos na competição... saudades, Baldassi.


● Grená do Vigor

- Time sem vergonha? Eles foram a campo e deram seu máximo. Torcida sem vergonha? Mesmo com valores mais baixos e entrada DE GRAÇA para os sócios, a torcida não chegou nem a 20.000. E aí, quem tem razão?
- Hora de treinar com mais afinco, maestro. Estamos com saudades dos passes mágicos.
- Bruno, o que você tem contra a linha-de-fundo? Bate um papo com o Carlinhos, eles se gostam.
- Valencia, Felipe, Elivélton e Wellington Silva merecem mais chances nesse time, Abel.
- Corneteiros, se não ganharmos a Libertadores, metade da culpa será de vocês. E tenho dito. Precisamos de alto astral, confiança e apoio! Lotem o estádio, depois reclamem.

Vamos em busca da América! Acredita, Fluzão!






Sobre o autor: Aloisio Soares Senra é professor de Inglês do Município do Rio de Janeiro desde 2011, e torcedor do Fluminense desde sempre. Casado, é carioca da gema, escritor, jogador de RPG, entre outras atividades intelectuais. 


Esta coluna foi publicada originalmente no dia 09/03/2013, no blog do Projeto Arena

 
http://arenafluminense.blogspot.com.br/2013/03/quando-o-placar-mente-parte-2-tradicao.html


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Alive 'n kicking!

Postado por Aloisio | domingo, 3 de março de 2013


Tricolores de sangue grená, recuperamos a nossa alma no Chile. Eu já tinha avisado que a atuação contra o Grêmio havia sido uma exceção, um acidente de percurso, e que isso não voltaria a acontecer por algum tempo. E o time, mesmo achincalhado pela Flapress, mesmo desacreditado por Leovegildos da vida, entrou naquele gramado depositando corpo, alma e coração na ponta da chuteira. Se vencêssemos o confronto, nos recuperaríamos da derrota sofrida em casa e colocaríamos uma pressão no Grêmio, além de poder encaminhar muito bem uma classificação no jogo seguinte, contra o mesmo Huachipato, no Rio. Se tropeçássemos, poderíamos começar a dar adeus ao sonho. Mas não... isso não podia acontecer. Porque o campeão voltara.

O time campeão brasileiro de 2012 esteve em campo e mostrou para todos os tricolores que estamos na briga. O primeiro tempo foi nosso. Infelizmente, em dois lances capitais, em que Thiago Neves não acreditou na bobeada do goleiro, e num gol feito que Wellington Nem colocou na trave, a sorte não ajudou. Fomos impiedosamente castigados pela máxima do futebol de “quem não faz, leva”, e o Huachipato abriu o placar, após boa jogada do time chileno e bobeadas de Bruno e Leandro Euzébio, respectivamente, sendo que este último, em vez de avançar no atacante do time adversário, resolveu olhar para o bandeirinha, para se certificar de que não havia impedimento. 1 a 0, intervalo.

Aquela era uma injustiça sem tamanho. O Fluminense dominava as ações, e o Huachipato mal havia ameaçado. No início do segundo tempo era palpável a reação tricolor. Demoramos ainda algum tempo martelando até, finalmente, conseguir o justo empate, numa jogada de cinema. Carlinhos cruzou, Fred ajeitou com o peito para Wellington Nem soltar uma bomba com a perna direita dentro da área. O goleiro não pôde fazer nada, e o Fluzão empatava ali. Alguns minutos se passaram e Deco cansou. Wagner o substituiu e mostrou que tem estrela. Após pouco mais de vinte segundos ele fez o gol da vitória, após jogada em que Wellington Nem jamais desistiu da bola e brigou até tirá-la do zagueiro adversário. No finzinho, uma vez que Abel decidiu recuar o time como quase sempre faz, tomamos um pequeno sufoco, mas conseguimos manter a vitória, como o time quase sempre faz.

Com esse resultado, o Fluminense agora lidera o grupo 8. Se houver empate entre Grêmio e Caracas, mantemos a liderança. Foi muito bom ver o espírito aguerrido no time, pois este é essencial para se aspirar à conquista da América. Continuo acreditando que chegaremos ao nosso objetivo, por mais difícil que seja a jornada. E todos nós temos que acreditar. Se a torcida não abraçar o time, não vai adiantar de nada. A diretoria já fez sua parte. Vamos lotar o estádio, galera tricolor!

Na última rodada do primeiro turno do Campeonato Carioca não veio a vitória que esperávamos contra o esforçado Madureira. Há de se elogiar o bom nível do time suburbano, que aproveitou bem as chances que teve, embora o placar não tenha falado nada sobre o jogo. O Fluminense, mesmo com reservas, dominou as ações e teve muito mais volume de jogo. Samuel, que está se habituando a decidir – e isso é bom – fez dois gols de artilheiro, e Rodrigo, aquele mesmo volante que jogou no Fluminense, fez também dois gols, um deles batendo pênalti discutível e outro de cabeça após uma jogada de escanteio, antecipando-se à zaga, que falhou no lance. Com o empate do Boavista, o Flu avançou às semifinais, e o faria provavelmente mesmo em caso de derrota do Botafogo, devido ao saldo. Assim, ficou decidido que enfrentaríamos o Vasco, que havia penado para vencer o Duque de Caxias por 2 a 1. Devido ao melhor posicionamento do clube da Colina em seu grupo, ele teria a vantagem do empate no confronto, uma vez que as regras mudaram para abolir a disputa de pênaltis – ainda bem!


O jogo, que terminou há poucas horas, foi uma daquelas partidas que não podem ser completamente traduzidas pelo placar. Inclusive a palavra “mérito” é capciosa, não pode ser usada literalmente para explicar nada. Pois o Fluminense precisava ganhar; o Vasco podia empatar. Ambos fizeram o mesmo número de pontos, mas o Vasco foi líder de seu grupo. Isso fez com que, durante os quase noventa minutos de jogo, a equipe cruzmaltina jogasse com o regulamento rigorosamente debaixo do braço. E isso quer dizer jogar defensivamente para explorar os contra-ataques. O Fluminense, que precisava vencer, repetiu o cansado time de quarta-feira, exaurido pela batalha no Chile, e foi pro jogo. Sufocou, martelou, pressionou... mas não conseguiu, durante boa parte do tempo, furar a defesa do Vasco, que estava muito bem posicionada, diga-se de passagem. Em duas oportunidades mais claras, Thiago Neves, que está subindo de produção a olhos vistos, carimbou a trave e, em outra, Anderson empurrou para as redes após jogada aérea, mas Alessandro evitou que a bola chegasse lá, defendendo praticamente no reflexo. Ao intervalo, o zero a zero persistia, dando a vaga ao Vasco.

Então, veio a segunda etapa. Algumas mudanças aconteceram no decorrer da mesma e definiram o placar da partida. A primeira mudança foi a troca de Bruno, muito apagado, por Wellington Silva. Ali, a ala direita ficou exposta, mas precisávamos vencer, então, precisávamos atacar. Cavallieri salvou o Flu uma vez, em jogada de contra-ataque do Vasco aproveitando essa exposição, em que quatro jogadores do Vasco atacaram contra apenas dois do Fluminense. Quando Deco cansou e Wagner entrou em seu lugar, o Vasco abriu o placar. Numa jogada de contra-ataque que seria bloqueada pelo Flu, Gum errou a medida e deu um passe torto de cabeça para seu companheiro de zaga, que não conseguiu a posse da bola. Éder Luis arrancou com a mesma e deu um passe pelo alto à feição para Bernardo marcar, nas costas de Gum, que acompanhou apenas a trajetória da bola. Todavia, mesmo com o gol sofrido, o Fluminense surpreendentemente viraria o jogo em alguns minutos, com gols de Thiago Neves após uma jogada de lateral para a área que deu certo, e com Wellington Nem, após passe meio sem querer de Wellington Silva.  Mas não era o dia do Fluminense. Uma alteração que Abel havia feito para tornar o time mais ofensivo, a substituição de Anderson por Rhayner, agora cobraria seu preço. Sem Anderson, Edinho foi para a zaga. E em vez de o time recuar, como Abel SEMPRE faz após conseguir uma vantagem no placar, continuou atacando. E o cansaço venceu.

Romário e Dakson entraram no Vasco para dar velocidade ao jogo, e o gol de empate saiu dos pés do garoto, em uma bobeada absurda de Edinho, após jogada muito similar à do primeiro gol. A seguir, movido pelo desespero, o Flu atacou com tudo o que lhe restava, deixando um espaço muito grande, maior ainda do que já existia, entre a defesa e o meio-campo. Como Jean não voltava para cumprir a função de primeiro volante que provavelmente herdara de Edinho, não eram raras as vezes em que o contra-ataque do Vasco encaixava. Mas foi numa jogada em que a defesa havia voltado em linha que o Fluminense recebeu o golpe derradeiro. Depois de uma bola alçada na área, Gum falhou novamente e deixou Dedé livre pra cabecear e fechar o placar. Cabe ressaltar que, nas três jogadas dos gols adversários, ao menos no meu entender, Cavallieri poderia ter saído nas bolas, ao menos para dificultar a vida dos atacantes, mas não o fez.

Incrivelmente, o placar não diz o que foi o jogo. Na verdade, acho que nenhum placar faria justiça verdadeira ao que foi a partida. É difícil falar em “merecimento”, uma vez que ambos os times fizeram uma grande partida, se doaram e foram fiéis às propostas que levaram ao gramado. É claro, foi vencedor aquele que foi mais eficiente nas finalizações, o Vasco, mas não se pode pensar levianamente a respeito da atuação do Fluminense. O Vasco não foi amplamente superior. Sequer foi superior. Aproveitou-se de erros e matou o jogo no contragolpe, como já cansamos de ver times pequenos fazerem com grandes, e até mesmo como o Flu muitas vezes já fez, no ano passado, quando tinha a vantagem no placar. Então, por mais estranho que pareça, estou confiante com a atuação de hoje. Obviamente, não estou tranqüilo quanto aos erros da defesa, mas posicionamento é algo que pode ser treinado e corrigido, e todos os atletas têm maus dias. Mas jogamos com garra, com raça, criando jogadas, finalizando e nunca desistindo. E é esse Fluminense vibrante que quero ver na quarta-feira próxima, contra o Huachipato.

Ao Vasco, desejo sorte. Torçam para que a final seja com o Botafogo, pois, além de poder manter a proposta de jogo que foi bem-sucedida, uma vez que terão a vantagem do empate. Caso seja o esgoto da Gávea seu adversário, a vantagem se inverte e tudo o que fizeram contra o Fluminense não será o suficiente. Parabéns pela vitória de hoje.
 

● Verde da Esperança

- O Fluminense fez uma boa exibição contra o Huachipato e venceu. O Fluminense fez uma ótima exibição contra o Vasco e perdeu. Coisas do futebol. Bola pra frente.
- Thiago Neves fez duas boas partidas em sequência. Hora de engatar a terceira.
- Wellington Nem tem sido decisivo. Que quarta-feira ele seja mais uma vez.
- Carlinhos esteve bem hoje. É difícil acreditar que estou escrevendo isso.
- Bola dentro da diretora em baixar o preço dos ingressos para a Libertadores e dar cortesia (ingresso grátis!) aos sócios. Hora da torcida comparecer em peso!


● Branco da Paz

- As cornetas estão em polvorosa na torcida do Fluzão... bastou perder do Vasco e todo mundo já esqueceu a vitória contra os chilenos...
- Como eu tinha dito antes, cair na onda da mídia não dá em nada. De lanterna passamos a líderes do nosso grupo.
- Vejam pelo lado bom: após o jogo contra o Huachipato, teremos pelo menos uma semana de descanso para o time se recuperar, treinar e os zagueiros tentarem ao menos se entrosar defensivamente. Não dá mais pra tomarmos esse caminhão de gols...
- Achei a punição de o Corinthians jogar a Libertadores sem torcida acertada, mas e se isso se tornar uma “vantagem”? Os times que jogarão contra ele não estão acostumados a jogar em estádios vazios...


● Grená do Vigor

- Desde que beijou aquela moça, Fredão não põe mais a bola na rede. Será uruca? Precisamos de você, Fred!
- Cavallieri, quando a bola cruzar a área perto de você, grite para os zagueiros “é minha!” e saia pra catá-la. Você é alto. A bola tem que ser SEMPRE sua.
- Edinho, why?
- Gum, guerreiro, why?
- Bruno, why?
- Isso porque tínhamos zagueiros para seis anos... no meio do ano, além do Conca, temos que trazer um zagueiro de ponta. É urgente...
- Abel, tudo bem que você precisa manter a moral dos caras em alta, mas essa parada de toda hora elogiar JÁ DEU. Se não tem o que falar, não fala nada. Quando chegar na hora da reapresentação, PAGA ESPORRO EM GERAL E PRONTO. Eles não são crianças que têm que ser mimadas. Ganham – e muito bem – para jogar direito!


Vamos em busca da América! Acredita, Fluzão!



Sobre o autor: Aloisio Soares Senra é professor de Inglês do Município do Rio de Janeiro desde 2011, e torcedor do Fluminense desde sempre. Casado, é carioca da gema, escritor, jogador de RPG, entre outras atividades intelectuais. 

Esta coluna foi publicada originalmente no dia 03/03/2013, no blog do Projeto Arena

http://arenafluminense.blogspot.com.br/2013/03/alive-n-kicking-tradicao-em-verde.html 

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Quando o placar mente

Postado por Aloisio | sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013


Tricolores de sangue grená, não é necessário repetir tudo o que já foi lido exaustivamente por todos vocês sobre o jogo da última quarta-feira contra o Grêmio, no Engenhão. Tampouco engrossarei o coro da mídia, que afirma que o Grêmio “humilhou o Fluminense no Engenhão”, pois isso é uma inverdade sem tamanho. Também não me juntarei aos corneteiros que ficam só de butuca, esperando por uma derrota, para exaltar o quanto todo mundo do elenco é ruim. Não, só vou analisar friamente. Há noventa jogos – repito, noventa jogos – o Fluminense não perdia por três gols de diferença. Então, se um time passa noventa jogos com o mesmo elenco praticamente sem perder por três gols de diferença, o que aconteceu foi, simplesmente, um mau dia. Lembremos de um mau dia pior do preferido da mídia. Quem aí lembra da sova que o esgoto da beira da Lagoa levou do poderoso Atlético Goianiense no Engenhão? Isso não faz muito tempo não, foi em 2011. Pois é. Nosso mau dia é perder do Grêmio por três gols de diferença, num jogo ainda da fase de grupos da Libertadores, e permanecer empatados em pontos com todos os times do grupo. Que desastre!

Sejamos realistas e coerentes. Já sabíamos que seria páreo duro enfrentar o Grêmio no Rio, e era por isso que eu torcia pela LDU na pré-Libertadores. Sabemos a tradição que o time gaúcho tem, a tarimba de muitos dos jogadores de seu elenco e da qualidade de seu treinador, e sabíamos que não eram “três pontos garantidos” para nós aqui no Rio. Assim como, não se enganem, não acredito que eles considerem que somos “três pontos garantidos” para eles, lá no Sul. Vento que venta cá, venta lá. A realidade, a verdadeira realidade, é que o Grêmio não fez uma grande partida. A sorte simplesmente estava ao lado do time gaúcho. Atacamos, fizemos o que de nós se esperava – não vou pôr aqui o mérito da escalação nem das substituições, porque ninguém, ninguém mesmo, jogou nada – mas não acertamos o gol. Wellington Nem não foi o Messi de Xerém, Fred não foi o maior artilheiro do Brasil e Cavallieri não foi o melhor goleiro do Brasil. Erramos mais passes que o time do Íbis em dia de treino, e não faríamos gol em uma jogada comum nem se o jogo durasse até o momento em que escrevo esta coluna. Contudo...

Há de se ressaltar – e se tomar alguma providência – em relação à arbitragem de Paulo César de Oliveira, árbitro que SEMPRE garfa o Fluminense. Senão, vejamos: pênalti sobre o Wellington Nem ignorado quando o jogo estava zero a zero. Se sai gol, acredito que o jogo poderia ter sido diferente. No gol do Grêmio, a jogada não poderia ter continuado. O próprio instrutor de arbitragem da CBF, Manoel Serapião, falou sobre o caso (embora os torcedores do Grêmio refutem, afirmando que foi pênalti, no que discordo):

Mão de Barcos foi irregular


Além disso, todo mundo viu que na jogada do segundo gol do Grêmio havia impedimento claro de André Santos. Logo, dois gols irregulares a favor do time gaúcho e um pênalti ignorado para o Tricolor. Num bom dia, esse jogo seria facilmente 1 a 1. Mas não era um bom dia.

Gostaria também de esclarecer aos torcedores gremistas que isso não se trata de “choro” pela arbitragem ruim. Ainda que todos estes erros tenham acontecido, o Grêmio nada teve a ver com isso, foi superior e mereceu, sim, vencer, MAS NÃO POR TRÊS GOLS DE DIFERENÇA. O placar foi mentiroso, e a mídia nos massacrou nos últimos dias, tentando nos desestabilizar. Parabéns ao Grêmio, que se recuperou da derrota em casa na estréia, mas nada está definido. Ainda tem muita água pra rolar. São doze pontos em disputa, e tudo pode acontecer. Ainda acredito no título, e todos os tricolores deveriam acreditar. Um dia desses, em que TODOS apresentem sub-rendimento, não voltará a acontecer tão cedo. Acredito que, dos 12 pontos em disputa, o Flu tenha plenas condições de ganhar 10, o que garantirá a classificação. Vamos, Fluzão!
 



E sobre o Carioca-que-não-acaba, a boa – mas sofrida – vitória sobre o Volta Redonda por 3 a 1 com os reservas foi motivo, pasmem, para os corneteiros encherem a paciência, com um “mimimi” monstruoso sobre como tomamos sufoco pro Volta Redonda. Amigos, fizemos três gols com o time reserva sobre o time que endureceu até o fim do jogo pra escalação titular do time mais enganador do Brasil, e só perdeu num gol cagado de um certo caneludo. Samucréu marcou dois e Marcos Jr., o último, em bela jogada. Às vezes acho que o Samuel é mal aproveitado em algumas partidas. Foi só o Deco acertar o pé para que ele deslanchasse a fazer gols. Para mais um jogo-treino, em que surpreendentemente jogamos até bem (embora não tenhamos defendido tão bem assim no segundo tempo, visto um certo sufoco causado pela má forma física e falta de ritmo de jogo de alguns jogadores), está de excelente tamanho. Domingo tem o último jogo-treino, em que, não tenho dúvidas, vamos ganhar ou empatar, mesmo com reservas. Após a derrota na Libertadores, o foco tem que ser o Huachipato. Comparar a importância de um jogo da fase de grupos da principal competição continental e sonho de consumo do clube e da torcida com uma semifinal de turno de um campeonato estadual é até covardia. Coloca os juniores pra jogar essas finais que, tenho certeza, eles levam o caneco.


● Verde da Esperança

- Acabou sendo boa a vitória do Caracas sobre o Huachipato. Quanta zebra...
- A cena do Rafael Sóbis encostado na placa de publicidade me comoveu, cara... esse estava realmente sentido pelo resultado. Quero-o sempre no grupo.
- Há um aspecto positivo nessa derrota: pararão de nos rotular como favoritos. Sempre que acham que já estamos fora (Jorge Nunes feelings), damos a volta por cima e nos superamos.
- Fredão, não desanima, cara. Foi só um jogo em que nada deu certo. No próximo, mais gols te esperam.
- É hora de o Abel dar chances reais ao Monzón, ao Wellington Silva e colocar o Marcos Jr. mais vezes nos jogos.


● Branco da Paz

- Corneteiros, fiquem em casa. Guerreiros, lotem contra o Huachipato e contra o Caracas. Eu estarei lá. Diretoria, reduza o preço dos ingressos pela metade, já!
- Não caiam na onda da mídia de que “caímos pra último no grupo”. Está todo mundo com três pontos. Saldo só será importante se não ganharmos os jogos “obrigatórios”.
- Aos malucos que dizem, disseram ou acham que a torcida não apóia, cantamos como loucos após tomarmos um gol, mas não há como manter o ânimo com percentual de passes errados acima dos 50%.
- Minhas sinceras condolências à família do menino boliviano que faleceu no jogo entre San Jose (BOL) e Corinthians. Que os culpados sejam devidamente punidos e providências sejam tomadas para que isso nunca mais se repita.



● Grená do Vigor

- Fiquei sabendo que alguns torcedores do Flu gritaram, sim, “Olé” junto com a torcida do Grêmio. Eu estava no jogo e não ouvi, mas teve gente nas redes sociais confirmando. Que esses torcedores jamais voltem ao estádio pra torcer pro Flu. Fiquem no sofá e gritem “Olé” com os vizinhos que torcem pros rivais.
- Cavallieri esteve em noite de Berna braço-de-jacaré
- Wellington Nem esteve em noite de Lenny cisca-cisca
- Fred esteve em noite de Tuta
- Abel esteve em noite de Abel. Que cagadas deixar o Deco no banco após aquela exibição contra o Volta Redonda, “poupar” o Gum e liberar nosso melhor volante pra “resolver o casamento”, tudo isso num jogo dessa importância na Libertadores. Vacilo feio.



Vamos em busca da América! Acredita, Fluzão!


 


Sobre o autor: Aloisio Soares Senra é professor de Inglês do Município do Rio de Janeiro desde 2011, e torcedor do Fluminense desde sempre. Casado, é carioca da gema, escritor, jogador de RPG, entre outras atividades intelectuais. 

Esta coluna foi publicada originalmente no dia 22/02/2013, no blog do Projeto Arena

http://arenafluminense.blogspot.com.br/2013/02/quando-o-placar-mente-tradicao-em-verde.html







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Começou o ano.

Postado por Aloisio | quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Tricolores de sangue grená, o ano começou. Agora capturem a seguinte imagem em suas mentes: um pasto, um jogo à noite, muito longe de casa, um árbitro com histórico recente de lhes prejudicar, desfalque em cima da hora, sendo somado aos naturais dois desfalques que seu time já sofria, uma estréia da competição internacional mais importante do ano até o momento, a qual vocês perseguem como objetivo maior de conquista... e ainda assim, o triunfo. O cenário, longe de ser ficção, foi o que todos os tricolores viram na Venezuela ontem, na partida inaugural contra o Caracas. Notem, o Caracas é o atual campeão venezuelano, e está em quinto lugar em seu campeonato. Se não é um time de ponta no cenário sul-americano, também não é a baba do boi cansado. Deu para perceber que eles mesmos tinham alguns jogadores de alguma técnica, mas que também foram prejudicados pelo pasto. Contra um time mais modesto, em um gramado melhor, acredito que eles conseguiriam um bom resultado. Mas contra um time melhor, em qualquer gramado, principalmente se esse time for o FLUMINENSE, não houve maneira. Quando jogarmos contra eles aqui, no Engenhão, eles desenvolverão duas vezes melhor seu futebol. E nós trinta vezes. Essa é a distância entre ambas as equipes, a ponto de o próprio presidente do Caracas reconhecer isso. A Libertadores é a nossa meta, a ponto de o próprio Abel ontem dar uma declaração dizendo que pode, sim, deixar o Carioca de lado pela Libertadores. E é exatamente isso que temos que fazer! Para onde irá nos levar mais um título estadual? A lugar algum! Sabemos que esse papo de “hegemonia” não existe. Estamos empatados com a mulambada, e só aqueles que não sabem contar discordam. Além disso, ficamos quase 100 anos à frente na contagem de títulos. Por que vamos nos preocupar com isso agora? A Libertadores irá nos levar a muitos lugares. A outro patamar. Ao respeito nacional e internacional ainda mais acentuado. E, finalmente, ao Mundial. Ao sonhado bi.

Não vou mentir, galera. O jogo foi horroroso. Se não fosse o Fluminense e se eu tivesse pago ingresso, eu ia querer meu dinheiro de volta. Mas foram as condições que o gramado nos proporcionou. Mostramos quem somos no primeiro tempo. Fred, como sempre, fez a diferença e finalizou como só o melhor artilheiro do Brasil sabe fazer, após jogada que ele mesmo tramou, que resultou em chute do Sóbis que a zaga do Caracas amaciou. Tivemos várias chances. Euzébio poderia ter feito gol, o próprio Fred teve algumas chances, mas não passou do placar mínimo. Infelizmente, o campo nos fez de vítimas e no segundo tempo foi difícil conter a correria que o Caracas apresentou. O próprio técnico do time venezuelano fez o possível pra equipe dele ir pra frente, tentando empatar numa bola vadia, no “abafa”. Ainda assim, o Flu teve uma chance de ouro com Wellington Nem, que esteve mal. Ele preferiu matar a bola em vez de cabecear pro gol, e não ampliamos. No finzinho, o maldito colombiano soprador de apito interpretou um chutão pra trás do Valencia como recuo, e deu tiro livre indireto para o Caracas. Mas a justiça foi feita e a bola foi chutada para fora. Nossos primeiros três pontos, importantíssimos pelas circunstâncias, foram conquistados. Agora é esperar os demais jogos e estar presente no dia 20 de Fevereiro ao Engenhão para empurrar o Flu em busca de mais uma vitória. Eu já comprei meu ingresso. E você?



"Mas poxa, Aloisio, você não vai falar dos jogos do Carioca?" – Ah, daqueles jogos-treinos? Tudo bem, se vocês insistem. Tivemos um jogo-treino contra o Quissamã em Macaé. O primeiro gol foi do Jean, de falta. O segundo foi de Wagner, em bela jogada e bela finalização. E o terceiro foi do Fredão, batendo pênalti duvidoso. Três a zero. Goleada num time minúsculo que só foi marcar o primeiro gol no campeonato na rodada passada. Acho que basta.


O clássico contra o Vasco merece um pouco mais da minha atenção como escritor, até em respeito ao clube de São Januário. O Vasco jogou defensivamente, a meu ver, e explorou os contra-ataques, algo que fez bem em boa parte do tempo, pois tem um bom jogador para isso, o Eder Luis. Todavia, nós atacamos mais, perdemos várias chances com o Fred, principalmente, muito por conta da atuação de gala do goleiro Alessandro. Não sei o que se passa com esse rapaz. Contra os mulambos, leva quatro gols. Contra o Fluminense, fecha o gol. Incompreensível. O Vasco abriu o placar com gol contra de Jean, em jogada de escanteio – muito embora eu tenha visto falta sobre o volante do Flu. O placar era injusto dado o volume do jogo do Flu no primeiro tempo. No segundo tempo, o Vasco teve mais posse de bola que na primeira etapa, até por conta das substituições que não deram muito certo, principalmente Felipe, que, tirando uma enfiada de bola sensacional, não jogou nada. Mas... quem tem Fred não morre pagão, e Frederico estava lá, para conferir de cabeça no canto o ÚNICO cruzamento certo do Carlinhos no ano inteiro. Duvido que acerte outro. Aposto dinheiro vivo com quem quiser. Gostaria de queimar a língua, mas é difícil. O placar final de 1 a 1 acabou sendo justo pelo mérito defensivo do Vasco no goleiro Alessandro, que se mantiver atuações similares às desse jogo será eleito o melhor goleiro do estadual com alguma facilidade.

● Verde da Esperança

- Parabéns aos meninos do Flu! Fluminense campeão mundial sub-18! Tem que aturar!
- Ninguém se machucou nesse jogo contra o Caracas. Aleluia.
- Que defesa foi aquela na puxeta do atacante do Caracas, hein? Cavalieri é o cara.
- Frederico fez três gols nos três últimos jogos. Tá bom pra você?
- Gostei da atuação do Bruno contra o Caracas no primeiro tempo. Concorrência faz bem!


● Branco da Paz

- Casa cheia dia 20. Sem mais.
- Para os críticos de nossa vitória magra na estréia, vejam como Boca Juniors e Vélez estrearam...
- Muito bom saber que estamos priorizando a Libertadores. Nada mais justo.
- Parabéns aos tricolores de Roraima que foram prestigiar o Flu na Venezuela!


● Grená do Vigor

- Monzón já! Avenida Carlinhos nunca mais!
- Edinho, meu filho... você não pode ser o Gérson (Canhotinha de Ouro) nos passes de trivela e ser o Ygor nas antecipações... se decide meu filho.
- Wellington Nem e Marcos Jr. nada renderam. Abel leu mal pacas o jogo. Esse campo nunca os favoreceria. Eu entraria com o Michael no lugar do Nem no segundo tempo.
- Anderson e Leandro Euzébio batendo cabeça no segundo tempo... volta, Gum!
- Abel, gostei da ousadia de pôr o time ofensivo, mas leva o máximo de apoiadores pro banco da próxima vez, tá bem? Aprenda que o Sóbis NÃO É apoiador!


Vamos em busca da América! Acredita, Fluzão!


Sobre o autor: Aloisio Soares Senra é professor de Inglês do Município do Rio de Janeiro desde 2011, e torcedor do Fluminense desde sempre. Casado, é carioca da gema, escritor, jogador de RPG, entre outras atividades intelectuais. 

Esta coluna foi publicada originalmente no dia 14/02/2013, no blog do Projeto Arena:

http://arenafluminense.blogspot.com.br/2013/02/tradicao-em-verde-branco-e-grena.html

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