A saúde do Futebol depende dele se libertar da Rede Globo! O Futebol NÃO é vermelho e preto! A FlaPress existe! Sem ter quem
    acredite nela, a mentira não anda. Combata a FlaPress repassando a verdade que você já sabe para amigos NÃO flamenguistas.

A decadente arbitragem brasileira

Postado por Bruno | segunda-feira, 5 de agosto de 2013

"árbitro é o indivíduo responsável por fazer cumprir as regras, o regulamento e o espírito do jogo ao qual estão submetidos e intervir sempre que necessário, no caso quando uma regra é violada ou algo incomum ocorre." Wikipédia

Que o futebol é um espetáculo, disso não temos dúvidas. Mas há bastante tempo, muitos vem se perguntando: até qual sentido temos o futebol como espetáculo? No de encher os olhos daqueles que o assistem, ou por ser uma encenação, algo que já tem um fim definido para favorecer os interesses de alguns? Ultimamente, a segunda opção vem se mostrando a mais provável.

E nesse espetáculo, temos um personagem que tem o poder de decidir tudo: o árbitro, juntamente com outros dois personagens também muito importantes, os auxiliares (ou bandeirinhas). Esses 3 juntos deveriam garantir o cumprimento das regras, intervindo apenas para que o jogo possa ter seu andamento normal sem interferir no seu resultado.

Mas o espetáculo é frequentemente estragado por esses. E os campeões de reclamações somos nós brasileiros, talvez porque aqui é onde ocorrem a maioria das falcatruas. Vemos frequentemente times sendo favorecidos e prejudicados, de forma discreta ou escancarada. Vemos frequentemente arbitragens tendenciosas para determinados times, e até verdadeiros assaltos. Qual o porque de tudo isso?

Muitos justificam que nossos árbitros não são bem preparados. Eu concordo, nossa arbitragem não tem preparo suficiente para atuar em alto nível. Mas o mínimo que se espera de um árbitro, é que aja com imparcialidade. Erros podem acontecer, até porque nem os melhores árbitros conseguem manter sua taxa de acertos em 100%.


O exemplo desse mal preparo é num jogo de dois times de tradições diferentes. Nota-se claramente que os árbitros, na dúvida, decidem a favor do time maior. Isso não quer dizer que ele esteja roubando o menor, mas sim que ele é mal preparado e tem medo de errar contra um dos grandes por causa da repercussão que iria gerar. Outro exemplo é o 'árbitro caseiro', aquele que acaba cedendo a pressão vinda das arquibancadas e apita com tendência ao time da casa. Mais um exemplo do mal preparo da nossa arbitragem, que aliás, esses dois casos são quase que 'regras' do árbitro brasileiro: "na dúvida, dá pro time maior ou pro time da casa."

Só que existem situações onde presenciamos verdadeiras roubalheiras. Além dos jogos contra aqueles dois times - o da Gávea e o do Parque São Jorge, onde uma certa emissora  junto com a entidade máxima do futebol brasileiro, pressiona ou compra os árbitros para apitar sempre a favor deles - temos visto times diferentes sendo favorecidos por arbitragens que beiram ao ridículo. Faltas invertidas durante todo o jogo, pênaltis e expulsões escandalosas, gols extremamente mal anulados, entre outros lances que mudam toda a história do jogo e causam um grande prejuízo para o time que teve a "sorte" de ficar no caminho de um árbitro desses.

Em 2005, tivemos a famosa "Máfia do Apito". Pra quem não conhece ou não se lembra, foi um esquema de manipulação de resultados onde apostadores compravam árbitros para manipular resultados de determinados jogos,  garantindo os interesses deles. Foi um grande esquema, mas por ser tão grande e por não ter proteção da mídia e de entidades do futebol, acabou sendo desmantelado rapidamente.

Não quero dizer que hoje temos uma "Máfia do Apito 2.0", mas temos algo parecido. Existe muito dinheiro envolvido no futebol, e ninguém gosta de perder dinheiro, então é bem provável que vários jogos sejam comprados por pessoas de fora, pessoas interessadas nas vitórias e até títulos de certos clubes, por interesses que vão muito além de apostas. E claro, temos a possibilidade de clubes comprarem árbitros para favorecê-los, o que não deve ser deixado de lado. O futebol hoje não é mais um jogo de bola, e sim um jogo de interesses, e tem muita gente interessada em ganhar dinheiro com ele. Apesar de toda essa transformação, o único modo de você lucrar é que o time vá ao campo e saia com as vitórias, que termine o ano com o troféu. O resultado no campo dita o resultado fora dele.

E é por isso mesmo que chega a ser óbvio: a arbitragem não é mais responsável por garantir o bom andamento do jogo, ela ganhou outra responsabilidade, uma mais lucrativa: garantir o bom andamento dos investimentos dos seus patrões, pessoas cheias da grana e influentes em entidades do futebol e na mídia. Triste caminho que nosso amado esporte percorreu.

Também é possível que existam árbitros que adulterem os resultados por contra própria. Parece loucura, quem iria se expor tanto sem ganhar nada em troca? Mas eu diria que isso já acontece, e gosto de dar um exemplo bem explicativo: clássicos. Geralmente os clássicos são apitados por árbitros que são da mesma federação a que os clubes pertencem. E geralmente, os árbitros de uma federação são do mesmo estado que ela representa, obviamente sendo do mesmo estados dos clubes que vão jogar. E como estamos no Brasil, todo mundo tem um clube do coração, principalmente quem é ligado com o futebol. E por mais que um árbitro tenha a obrigação de ser profissional e imparcial, num jogo quente e de tanto significado como um clássico, pode acontecer do árbitro favorecer seu time do coração, ou prejudicar o time rival propositalmente.

Assim vai nossa arbitragem: mal preparada e com uma falta de profissionalismo e de caráter gigante ao vender resultados e deixar a paixão acima da imparcialidade em muitos jogos. De nada adianta trazer jogadores de alto nível e construir arenas moderníssimas, se o que se vê em campo não é mais o futebol, e sim três ladrões garantindo os interesses de alguns endinheirados.


Divulgue esse artigo


Podia ser melhor

Postado por Bruno | terça-feira, 30 de abril de 2013


No primeiro jogo da semi-final, empatamos com a Chapecoense em 1 a 1. Poderia ser melhor, bem melhor, mas, definitivamente, aquela não era nossa noite. Nem todos os dias são nossos dias, é assim na vida e não seria diferente no futebol.

E o dia começou mal. Apita o árbitro, bola com a Chapecoense. O lateral deles recebe e lança lá na frente, o nosso zagueiro escorrega e deixa o atacante deles cara a cara com o goleiro, que não desperdiça, e abre o placar para a Chape com 11 SEGUNDOS DE JOGO! E levar um gol cedo assim é horrível, um balde de água fria na torcida.

Mas não desistimos, e o Figueirense também não. A Chapecoense se fechou lá atrás, e não é no sentido tático da palavra, é no sentido literal mesmo! O resto do jogo foi o Figueirense tocando bola na frente da área, procurando um espaço pra entrar e marcar. Um domínio arrasador, mas que não se traduzia em uma goleada, pelo contrário, apenas um sofrimento apoiado pelas vozes incansáveis da torcida alvinegra, que foi apoio durante os 90 minutos.

Mas que dia ruim minha gente. Era uma verdadeira blitz, bola pra lá, bola pra cá, mas não conseguíamos entrar, até que a defesa não aguentou o tranco, e finalmente chegamos pra marcar! Aí sim hein? Bem, infelizmente não era nosso dia mesmo. Sem exagerar, foram umas 6 bolas salvas em cima da linha, e mais uns 5 gols perdidos ridiculamente. Se a justiça fosse feita, teríamos vencido por uns 6 a 1, mas futebol é futebol meu querido, não tem essa não.

Tá bom, existem dias ruins e muito ruins, mas estava se tornando aquele dia inesquecível, que toda vez que lembrar vai te dar uma dor no coração, porque deu tudo errado. Mas nós não fizemos nada pra merecer isso, queríamos apenas fazer uma festa e jogar junto com nosso time do coração, só isso, não queríamos passar por sofrimento, não queríamos sair do Scarpelli com os olhos cheios de lágrimas. Não mesmo.

E aos 37 minutos do segundo tempo, finalmente seríamos recompensados, ou pelo menos aliviados. Tinga cruza a bola na área, e Ricardinho, de cabeça, põe no cantinho e faz o Scarpelli explodir! É o gol do empate, para o delírio da nação alvinegra que fazia uma festa linda, e esta ficou ainda mais linda com nosso gol.

Apesar do pouco tempo restante, ainda tínhamos esperança da virada, e cantamos ainda mais alto para isso. O caldeirão ferveu, como nos velhos tempos, e a pressão foi gigante, a blitz fechou tudo, mas não deu... não era nosso dia. 1 a 1 no placar, e agora precisamos vencer lá em Chapecó, já que o empate favorece a Chapecoense. É difícil? É, mas nada é impossível, quem sabe seja um dia melhor para nós. Complicou, estamos cientes de que corremos o risco de sermos eliminados, mas estaremos sempre fiéis, sempre torcendo e sempre apoiando, porque por mais que a gente se decepcione, a gente ama demais esse time, e não vamos abandoná-lo nunca. Estaremos sempre ao seu lado, não importa o momento.




Saudações Alvinegras!



Divulgue esse artigo

Reta final do Catarinense

Postado por Bruno | terça-feira, 23 de abril de 2013

O campeonato catarinense vai, finalmente, começar!


A primeira fase do campeonato é muito sem graça, ela não chama a atenção do torcedor. Jogamos com times amadores, e não é uma expressão, são amadores mesmo! Muitos estádios sem estrutura nenhuma pra receber uma partida de futebol, além de estarem vazios. A arbitragem é terrível, os jogos são de baixa qualidade e pouca ou nenhuma raça em campo. Assim como a torcida, o jogador também fica desanimado. A única exceção disso é o clássico Figueirense x Avaí, onde vemos um jogo bonito e emocionante, ainda mais com as arquibancadas lotadas em bons estádios, já que clássico é clássico e vice-versa. Nada consegue desfazer esse momento mágico.

Enfim, depois de descer a lenha, hora de falar da parte boa, né? O mata-mata do catarinense é bom de se ver. Os 4 times que se classificaram na fase de pontos corridos são divididos em 2 jogos de ida e volta, e os vencedores vão disputar o título. E o torcedor exige que o time chegue na final, isso só aumenta a pressão do jogo. Você cria uma rivalidade momentânea com o time adversário, já que estão disputando algo muito valioso e único, pois se você quer ser campeão, precisa passar pelo outro primeiro. É uma decisão, e como toda decisão, tem jogo bom, disputado e estádio lotado, e é isso que faz uma boa partida de futebol para se acompanhar.



E o Figueirense, como vai?



Bem, não vai lá essas coisas. Conseguimos nos classificar com facilidade, só que foi mais pela camisa do que pelo futebol apresentado. Ganhamos o clássico no Scarpelli, mas perdemos na Ressacada recentemente, e nós sabemos que poderíamos ter ganhado se não fosse o técnico retrancar o time. Deveríamos ter ido para o ataque, a zaga deles é uma mãe, e a nossa defesa é bastante sólida, não ficaríamos tão expostos, mas o Adilson Batista preferiu, após o gol, retrancar o time com 3 zagueiros e 3 volantes, e claro que aconteceu o inevitável: virada do Avaí no final do jogo com gol ilegal. Enfim, coisas do futebol, mas espero que o professor tenha aprendido a lição.

Não mostramos um futebol convincente, mas foi suficiente pra classificarmos para a segunda fase com facilidade. Agora é hora de crescer pra cima da Chapecoense e já garantir a vaga no Scarpelli, porque ir pro Índio Condá precisando vencer não é nada fácil. Já na outra semi-final, temos Criciúma x Avaí, sendo o primeiro jogo em Florianópolis. O Avaí, assim como o Figueirense, não apresenta um futebol convincente, e o Criciúma tem, atualmente, o melhor elenco do estado de SC, mas jogo é jogo e decisão é decisão, e fica a possibilidade de um novo clássico na final para darmos o troco nos azuis.




A diretoria finalmente reconheceu que, em primeiro lugar, o momento do Figueirense não é dos melhores, e em segundo, que a torcida alvinegra faz a diferença, e resolveu fazer uma promoção, baixando os ingressos para 20 reais (10 a meia), com exceção do setor A. Parabéns pela iniciativa, mas convenhamos, 50 reais é muito pra Estadual e Série B, fizeram só a obrigação deles de cobrar o preço justo, apesar de sabermos que o preço vai voltar lá pra cima depois do Estadual. (torço pra que isso não aconteça)

E não é só isso: após muitos pedidos, finalmente o Figueirense tem sua loja virtual! O link é: http://www.figueirastore.com.br/loja/

Ficou muito mais fácil comprar produtos oficiais, e ficou bem mais acessível para torcedores que moram por todo o estado. Parabéns a diretoria do Figueirense, mas fica uma sugestão: querem fechar as novidades com chave de ouro? Tragam reforços pra Série B e Copa do Brasil, porque com esses aí não vai dar não.





Divulgue esse artigo

Que isso ô?

Postado por Bruno | segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Miguel Livramento, comentarista da RBS SC
É isso que diria esse cara aí do lado se visse os nossos dois últimos jogos, que foram péssimos. Na quarta, tomamos um baile e perdemos pro Metropolitano pelo placar de 2 a 1, lá em Blumenau. No sábado, diante de baixo público, jogamos mal e vencemos o Camboriú por 2 a 0 só porque eles são muito ruins mesmo, qualquer time mais qualificado já sairia com um empate dali.

E a expressão do Miguel foi a expressão do torcedor durantes os dois jogos: que isso ô? Diante de duas péssimas apresentações, não poderia ser diferente.


Começamos com quarta-feira, viemos de excelente vitória em casa diante da Chapecoense, que foi o nosso melhor jogo, dominamos o jogo, batemos o antigo líder e assumimos a liderança. Cheios de moral, fomos para Blumenau encarar o Metropolitano, time que surpreendeu ano passado e esse ano não foi diferente: tem um time bem arrumado, bons jogadores e vai incomodar todos os grandes no campeonato.

Começa o jogo, o Figueirense erra tudo que pode e mais um pouco, e o Metro toma conta do jogo. Que baile, minha gente! Acho que nem na série A do ano passado, com aquele time sofrível, passamos por algo igual. Eles dominaram o jogo todo, marcavam a saída de bola e nos fizeram protagonizar lances dignos de gargalhadas para tirar a bola. Apesar do total domínio adversário, o placar ficou em zero a zero.

E o juiz mal apitou para o início do segundo tempo, saímos jogando errado, eles roubaram a bola e fizeram um gol aos 15 segundos! E o pior, com um frangaço do goleiro! Que coisa minha gente!

Minutos depois, escanteio, o atacante deles sobe sozinho e marca o segundo, ampliando a vantagem e o desespero alvinegro.... e segue o baile!

Depois de levar os dois gols, é que o Figueirense começou a reagir, mas o jogo já estava decidido. Atacávamos desorganizadamente, as substituições do técnico Adilson não surtiram efeito, e sofríamos com muitos erros de passe e posicionamento. Gérson Magrão cobrou falta e o zagueiro deles, de certo com pena da gente, fez um gol contra, só pra não ficar muito feio. O Figueirense comando as ações ofensivas, mas não demonstrou condições de fazer mais um gol, e ficou nisso: Metropolitano 2 x 1 Figueirense.

Logo no sábado, às 17h, recebemos o Camboriú. Jogo sofrível de se ver, jogamos muito mal as duas etapas, e só não nos complicamos porque o adversário era péssimo. E notamos uma clara deficiência no ataque, principalmente por parte de Gérson Magrão (e ainda ganhou a camisa 10, tás bem Adilson?) e do insubstituível Marcelo Toscano, o único centroavante que passa a maior parte do jogo na lateral e não faz gol. Obviamente precisamos contratar urgente para estas posições, sendo o camisa 9 o caso mais grave.

Estamos indo pra 6° rodada, vamos encarar o Atlético-IB lá em Ibirama. Time chato, e lá na casa deles sempre complica, com essa bolinha que estamos jogando, um empate tá de bom tamanho. E depois, dia 17/02, tem o clássico Figueirense x Avaí, no Orlando Scarpelli. O Avaí também não vai muito bem, mas como clássico é clássico, poderemos ver um jogo de baixo nível técnico, mas com muita raça e vontade. Espero que melhoremos, pois o clássico é o jogo mais importante do campeonato, e depois do vexame do ano passado, vencer o maior rival é tudo o que precisamos.


Divulgue esse artigo


Finalmente 2013!

Postado por Bruno | terça-feira, 22 de janeiro de 2013


O ano de 2013 começa com um objetivo bem claro: colocar o Figueirense de volta no topo de SC. O caminho pode ser longo, pois não é simplesmente voltar a vencer o estadual e subir para Série A, envolve muito mais. O Figueirense precisa voltar a ser o Figueirense, e é o que promete essa nova geração.

O clube está sendo reestruturado de uma ponta a outra. Desde os jogadores, comissão técnica, dirigentes... são novos profissionais, pessoas diferentes do que estávamos acostumados. E os novos nomes são animadores, demonstram serem pessoas determinadas a fazerem um bom trabalho no clube e crescer na carreira. É de gente assim que o Figueirense precisa neste momento, de pessoas que queiram chegar lá em cima junto com o clube. E só poderemos conseguir isso com organização e planejamento, duas palavras-chaves que parecem estar incorporadas ao novo Figueirense.

Diferente do ano passado, que as coisas foram sendo empurradas com a barriga, 2013 já começou em 2012. Contratação de Adilson Batista, que em conjunto com Leandro Niehues (novo coordenador de futebol), já começaram a planejar o elenco, analisando quem poderia ficar e indo atrás de reforços. E falando nisso, aí está uma atitude tomada pelo nosso presidente que eu gostei: todo o elenco do Figueirense 2013 será escolhido por Adilson Batista. Contratações e dispensas só são feitas com o aval dele, e quem escala o time é ele. Sem interferências, as chances do trabalho do Adilson Batista dar certo são muito maiores.

Adilson Batista

Tu diz?
E falando nele... Adilson Batista é um dos destaques do time. Grande treinador, surgiu para o futebol no Figueirense em 2005, e comandou grandes times pelo Brasil, e fez o seu melhor trabalho no Cruzeiro. Estava em baixa ultimamente, mas foi prejudicado pelo sistema do futebol. É um treinador que só faz um bom trabalho se tiver autonomia, e é isso que ele vai ter aqui, então acredito sim num bom trabalho seu. Montou um grupo interessante, sem medalhões, apenas jogadores com potencial e que querem crescer na carreira, e claro, que se encaixam nos seus planos para o time. Vai ser interessante ver esse Figueirense comandado por Adilson Batista. Eu boto fé.

Elenco 2013

"E a churrasqueira fica ali atrás.."
E o elenco deste ano já está definido. Eis os jogadores:
Goleiros: Ricardo, Tiago Volpi, Neto
Laterais: Hélder, Wellington Saci, Peter
Zagueiros: Douglas, Willian Thiego, Guti e Américo
Volantes: Jackson, Nem, Ryan, Maylson, Tinga, Willian Magrão
Meias: Guilherme Lazaroni, Maicon Talheti, Gérson Magrão, Danilinho
Atacantes: Héber, Marcelo Toscano, Eliomar, Leozinho, Diogo Dolem


São 25 jogadores, e talvez cheguem mais alguns ao fim do estadual para disputar a Série B e a Copa do Brasil.

Me parece um bom elenco. São jogadores que vão ter que jogar bola pra ganhar vaga, ninguém ali joga com o nome. E o elenco é bem jovem, o jogador mais velho tem 29 anos. E no futebol, não é aquele primor técnico, mas também não é ruim, com um bom técnico (que nós temos), esse time 100% fisicamente e bem entrosado e já adaptado ao estilo do Adilson é forte candidato ao título estadual e a vaga na série A. E achei legal que o time desse ano vai ter um foco especial na preparação física, um dos problemas mais graves do ano passado.

Não é um elenco de estrelas, mas também não é formado por perebas. É um elenco jovem e que tem sua qualidade, tendo um mix de jogadores experientes, já rodados no futebol brasileiro e do exterior, com jogadores que são apostas, que demonstram ter potencial para despontar e ajudar o clube com seus objetivos. Eu poderia dizer mais coisas, mas termino dizendo que é um elenco interessante.

Claro que todo time tem aqueles jogadores que merecem uma análise individual, e farei dos que me chamaram a atenção.

Willian Magrão


Volante de origem, que pode jogar de zagueiro, Willian Magrão é um dos que, com certeza, vai ser titular. Achei que é um jogador que tem boa visão de jogo e bom passe, e claro, marca e desarma bem. Tem boas referências do nosso amigo Pedro, que garantiu que o cara é bom de bola. Na primeira partida do ano, teve que entrar de zagueiro, já que um contratado ainda não tinha sido regularizado, e enquanto esteve em campo (saiu ainda no primeiro tempo pois sentiu a coxa direita), a defesa estava sólida e o Figueirense saia jogando bem com a bola. Depois que ele saiu do time, levamos muito sustos, sofremos um gol e começamos a rifar a bola. Demonstrou ser bom jogador e vai nos ajudar bastante quando estiver 100% fisicamente. Boa contratação.


Douglas

Ótimo zagueiro. Alto, forte fisicamente, e cumpre sua função com excelência. Sabe sair jogando, mas não tem vergonha de dar chutão, e ainda organiza a defesa. Veio pra ser o xerifão da zaga alvinegra, e sua estréia não poderia ter sido melhor. Muito seguro, ganhou a braçadeira de capitão e ainda fez gol na vitória por 2 a 1 sobre o Guarani. Marcou muito bem, fez muitos desarmes precisos e foi absoluto no jogo aéreo. Além disso, soube dar tranquilidade ao time e sair jogando no pé, mas quando o adversário apertava, não tinha vergonha de dar aquele bicão pra afastar o perigo. Ótima contratação e titular absoluto.


Marcelo Toscano

Centroavante, alto e de boa técnica. Era o artilheiro do Vitória de Guimarães, time da 1° divisão de Portugal onde estava antes de vir para o Figueira. No seu primeiro jogo, não fez gol, mas deu um excelente passe de primeira para Maylson abrir o placar, e cumpriu com sua tarefa até ser substituído no segundo tempo. Parece-me bom jogador, mas devemos ter paciência, já que para que um atacante funcione, o resto do time precisa funcionar também. Sério candidato a camisa 9, e acho que vai nos proporcionar muitos gols. Boa contratação, mas precisará de tempo.


Sobre o elenco, é isso. Agora, antes de falar do primeiro jogo, uma análise sobre um assunto que dividiu a nação alvinegra.


Jean Deretti



Promessa da base alvinegra, era com ele que a torcida contava para comandar o meio de campo alvinegro em 2013. Jovem, rápido, habilidoso, tem boa visão de jogo e bom passe, e dribla com facilidade. Destruiu nas competições de base, subiu pro profissional e quando entrou, jogou bem. No final de 2012, jogou as últimas partidas como titular e também teve boas atuações. Teve convocações para seleção sub-20, sendo titular e novamente fazendo boas atuações. Foi campeão com a seleção do Torneio 8 Nações (fazendo o gol do título), e estava convocado para o Sul Americano sub-20, mas foi cortado pois acabou se lesionando em um treino.

Indo direto ao assunto, Jean Deretti foi pro Grêmio por empréstimo de 1 ano e 6 meses, com opção de compra ao final do empréstimo, e em troca vieram 3 jogadores para o Figueira: Willian Magrão, Maylson e Felipe Nunes, todos emprestados por 1 ano. A negociação teve o aval de Adilson Batista, que justificou a troca dizendo que precisa pensar no melhor para o Figueirense. Em parte concordo com ele, mas sabemos que Jean Deretti seria camisa 10 fácil nesse time e iria nos ajudar muito, mas... sinceramente, não tenho uma opinião sobre isso, prefiro aguardar os resultados dos jogadores que vieram pra cá para dizer se valeu a pena ou não.


Guarani 1 x 2 Figueirense - Estréia no estadual


E finalmente estreamos, e melhor, estreamos com vitória. Com pouco mais de 2 semanas de pré-temporada, o Figueirense chegou para o jogo muito distante de sua condição física e tática ideal. Já o nosso adversário vem treinando faz 2 meses, além de ter mantido a base do ano passado.

Estádio lotado, nossa torcida compareceu em peso, e o primeiro tempo foi de domínio alvinegro. Logo aos 2 minutos, pênalti, que foi desperdiçado por Gérson Magrão. Mais tarde, o Figueirense abriria o placar com Maylson, em um chute cruzado após passe de Marcelo Toscano, e ampliaria com Douglas, um chute rasteiro numa sobra de bola após cobrança de escanteio.

O Figueirense saía jogando bem, ficava com a posse de bola e envolvia o time do Guarani, mas o desentrosamento e a falta de ritmo de jogo ficaram evidentes, com muitos passes errados. Após a saída de Willian Magrão, lesionado, o time perdeu qualidade na saída de bola, e sofreu o gol. Esse foi o primeiro tempo.

No segundo tempo, o desgaste físico atingiu o time, que limitou-se a defender e apostar nos contra-ataques. O Guarani pressionou bastante, meteu 2 bolas na trave, mas o Figueirense conseguiu segurar o resultado. No finalzinho ainda tivemos Maylson expulso, após impedir que o jogador do Guarani saísse cara a cara com o goleiro Ricardo. Sorte que foi fora da área...

Confira os gols do jogo:

                                      


Próximo jogo e inovação de Adilson

O próximo jogo do Figueirense é contra o Joinville, no estádio Orlando Scarpelli, nesta quarta-feira (23/01), a princípio às 19:30h (pode acontecer da FCF mudar o horário a pedido da RBS). Será um jogo muito difícil, e o Figueirense vai ter que se superar se quiser sair de campo vitorioso, o Joinville é uma boa equipe, tem a mesma base a 2 anos, e estão melhores fisicamente do que nós. O Figueirense terá dois desfalques: Willian Magrão, que saiu lesionado, e Maylson, que foi expulso na última partida. Adilson está treinando para esta partida com portões fechados, então podemos esperar algumas surpresas. Na minha opinião, este time só vai ter condições de jogar no seu máximo lá pro 2° turno, antes disso não podemos exigir nada além de raça e dedicação.

Haverá uma promoção de ingressos, o torcedor que levar 2 Timemanias marcadas com o Figueirense, ganhará 50% de desconto na compra do ingresso. A promoção é válida para todos os jogos do estadual (exceto clássico e fases finais), e o torcedor pode comprar com o desconto em qualquer setor do estádio, exceto nas sociais, ou setor A.

E agora a pouco, Adilson tomou uma decisão, que apesar de ser um teste, chamou muita atenção: não haverá concentração para o jogo contra o Joinville! No Brasil estamos acostumados com as concentrações, mas Adilson resolveu não concentrar para este jogo, como fazem na Europa. Ele afirmou que é apenas um teste, e vai ver se pode confiar nos jogadores. Não sei se nossa cultura está preparada para uma mudança deste nível, mas acho uma boa ideia.

Então é isso pessoal, o post chega ao fim. Após um longo período de férias, estou de volta, e o futebol também, então assunto não vai faltar. E para encerrar, uma imagem:






Divulgue esse artigo

Finalmente

Postado por Bruno | segunda-feira, 12 de novembro de 2012



E finalmente, a confirmação matemática da tragédia anunciada, a queda do Figueirense para a Série B. Já estava na hora mesmo, não dava mais pra aguentar toda essa baboseira. Agora que só joga pra cumprir tabela (na teoria, pois na prática já estava à muito tempo), o Figueirense já planeja a série B de 2013, que o clube e a torcida não pretendem ficar mais de 1 ano.

Só que antes de falar de 2013, que tal falar de 2012? Porque deu tudo errado?

A verdade é que não há muita coisa pra falar. Venderam-se todos os destaques do ano passado, e montou-se um elenco inchado e sem qualidade, somado à um técnico sem qualquer experiência: está montado o desastre. Mas viria a ser pior...

Ganhando os dois turnos do catarinense com os pés nas costas, fomos pra semi-final, a qual passamos com certa facilidade. Pera aí, se ganhou os dois turnos, não era pra ser campeão direto? Não em SC. O amadorismo impera na Federação Catarinense de Futebol, e essa pérola que chama de regulamento foi escrita e vai valer pra ano que vem também.

Então chegamos à final confiantes, ganhamos tudo. Bem, só que o time resolveu não jogar e perdemos a primeira partida de 3x0, para o nosso maior rival, o Avaí. Uma ducha de água fria? Pode-se dizer que sim, porém, era só o começo de um ano sofrido.

No meio da semana, o ídolo Fernandes, junto com todos os jogadores do elenco, fizeram uma convocação para o torcedor alvinegro acreditar no time. E o nosso apoio já começou no pré-jogo, onde em um sábado de manhã, 5.500 torcedores compareceram ao treino no estádio Orlando Scarpelli, para apoiar o time.

O que aconteceu no dia seguinte? Estádio lotado, jogo apático e derrota de 2x1. Lamentável.

No mesmo dia o técnico Branco foi demitido e trouxeram Argel Fucks, que no momento treinava o JEC. Amadorismo total.

O resto da história todos conhecem: ele até que deu uma correria no time, mas não passou disso, e depois de uma sequência de resultados ruim, foi demitido. Então, pioraram tudo e trouxeram Hélio dos Anjos, que foi pior ainda, conseguiu ser eliminado na Sul-Americana pro Atlético-GO e jogou o time na lanterna, então foi demitido.

Depois, trouxeram Márcio Goiano, o capitão dos acessos (2001 como jogador e 2010 como técnico). Ele deu um "up" no time, nos tirou da lanterna, ficamos próximos de sair da zona, mas com o péssimo elenco, não deu pra operar o milagre. Voltamos à normalidade. Vendo o lado positivo, pelo menos não somos lanternas.

E faltando 4 rodadas pro fim, Márcio é demitido. Fernando Gil assume até o fim do ano, com o time já rebaixado. Nada pode fazer, é claro.

Isso sem falar das brigas internas por poder: muita merda jogada no ventilador e um desfecho impressionante, com renúncia de presidente, eleição alguns dias depois, vazamento de contratos que até pouco tempo ninguém sabia que existia, e o rompimento da parceria com Eduardo Uram, bombaram os bastidores do clube e com toda certeza prejudicou e muito o time dentro de campo.

Agora falando de 2013, já temos o técnico: Adilson Batista. E a diretoria promete montar um bom time, onde a montagem do mesmo terá participação de Adilson. É um bom nome, e geralmente quando permitem que ELE monte o time e que ELE o escale, sempre faz um bom trabalho. É isso que promete nosso novo presidente, que até agora vem acertando. Há boatos que a barca no fim do ano vai ser grande, e não são só os perebas que vão nela. Muitos dirigentes vão pegar carona junto, e isso é bom. Se quisermos mudar, tem que haver uma renovação total, e novamente, é isso que promete nosso novo presidente. Que assim seja.

Explicando ausência

Postado por Bruno | quinta-feira, 8 de novembro de 2012

 Então pessoal, como puderam notar, estive muito tempo ausente. Confesso que metade dele foi por desânimo, de não ter muito o que escrever. Estava preparando um post para simplesmente descrever o nosso péssimo ano e pensar no que podemos melhorar pro ano que vem, naquele tom de "Feliz 2013". E outro post especial, fora do tema da minha coluna, relatando o assalto realizado por Emerson de Almeida Ferreira e seu auxiliar, que acabou garantido o flamerda na Série A de 2013. 


Os dois estavam planejados para serem postados na segunda-feira desta semana, mas acabei ficando doente e o prazo de recuperação foi além do previsto. Portanto, só semana que vem.


Mas estou me recuperando bem. Ontem já retomei a rotina, e com certeza estou de volta em alguns dias.

É isso, um abraço à todos.





Eu quero acreditar

Postado por Bruno | sexta-feira, 19 de outubro de 2012



E quem não quer? A derrota para o São Paulo já era esperada. E a derrota para o Inter também. Já estávamos no fim do jogo, 2x1 no placar à favor dos colorados, era a confirmação da queda. Mas eis que...

Aos 43 minutos, surge Willian Potker pra cruzar rasteiro na pequena área e deixar Ronny fuzilar o gol, empatando o jogo.

E alguns minutos depois, Doriva cruza na área e Aloísio cabeceia para o chão, mandando para o fundo das redes e virando o jogo.

Depois, em ataque perigoso do Inter, Sandro (que homem ruim), entrega a bola viva no meio da área. O jogador do Inter dispara um canhão, mas eis que Wilson, no puro reflexo, salva.

E ali termina um jogão, digno de reportagem. Um time praticamente morto virar um jogo fora de casa contra outro que brigava por Libertadores. Algo raro de se ver.

E estamos aí. A diretoria fez promoção para o jogo contra o Botafogo. O torcedor, que apoiou muito, está meio desconfiado com isso tudo. Com certeza o público vai ser bom pra nossa situação, espero mais de 8.000 torcedores com toda certeza. Eu estarei lá no setor B, como sempre, cantando o jogo todo. Espero que a nação compareça.

Queremos acreditar que é possível ficar. É extremamente difícil, mas não custa ir ao estádio apoiar. Independente do resultado no fim do ano, seremos verdadeiros heróis, por termos apoiado o time, não importando o resultado.

É isso. Até a próxima.


Peneira

Postado por Bruno | domingo, 7 de outubro de 2012


E não falo da nossa defesa não... sim, eu sei que também serve, mas eu vou falar de outra peneira: a que temos que fazer para 2013.

É ridículo pensar que temos chances de ficar. A matemática é muito bonita, mas ela não leva em conta as variáveis qualidade técnica e empenho dos jogadores. Alguns colocam a culpa no técnico, mas eu digo: ele NÃO tem culpa! Parem de ser cegos! O péssimo elenco montado por essa diretoria que é o culpado. Tem alguns que jogam direitinho, mas não passa disso. O único que joga BEM, que nasceu com a bola nos pés, é o Caio. Mas este passou por uma cirurgia e está fora do Brasileirão.

Culpa da diretoria que montou este elenco ridículo que não serve nem pra jogar estadual (só conseguiu ganhar os dois turnos porque os outros times eram ainda piores).

Com a entrada de Wilfredo Brillinger na presidência, espero que tudo mude para ano que vem. O título estadual e o acesso é obrigação. De preferência, subir pra série A com o caneco na mão, mas precisamos voltar urgentemente. Sem falar de começar a ser um time REGULAR. Não adianta fazer uma boa campanha num ano e depois montar um saco de pancadas. Temos um jejum de 5 anos sem títulos, e não é fácil passar por isso. O nosso rival passou por 11 anos de jejum e na série B, enquanto nós chegávamos à série A e 2 tri campeonatos estaduais. Mas parou em 2008, quando fomos rebaixados. Mudou a diretoria, subimos, fizemos uma boa campanha, tudo muito bonito. Só não sabíamos que aquilo foi mérito exclusivo dos jogadores daquele elenco que a antiga diretoria pegou pronto, trouxe alguns jogadores e fechou. Quando eles tiveram que montar um, com a "competência" deles, foi esse desastre que estamos acompanhando.

Então, que essa queda vergonhosa para a série B nos sirva de lição. E que joguemos tudo na peneira e peguemos só o que for de bom (vai ser fácil, tem pouca coisa de bom nesse ano). E que ano que vem, façam as coisas direito. Esse ano acabou, mas ano que vem, podem ter certeza: vai ser a maior movimentação, se tratando de torcidas em SC, para o acesso à série A, que é nosso lugar.

Um abraço à todos.


Confirma a queda?

Postado por Bruno | terça-feira, 25 de setembro de 2012




Contas, contas e contas... não paramos de fazê-las. E nas nossas contas, uma vitória contra o Palmeiras, dentro de casa, era essencial. Mas ela não veio.

E nem tinha como! Um time que leva 2 gols (dois frangos, diga-se de passagem) em 10minutos, não tem nenhuma chance de se recuperar ao longo do jogo. Talvez, se estivéssemos em uma situação tranquila na tabela e no campeonato, daria pra jogar com tranquilidade e até virar o jogo, afinal ainda havia bastante tempo. Mas não, estamos na zona de rebaixamento, com altas probabilidades de cair, e o time precisava muito da vitória. Ataques desorganizados, claramente feitos na base do nervosismo, não iriam gerar muita coisa. E foi assim o jogo: Figueirense atacando na base da correria e o Palmeiras só se defendendo com tranquilidade.

E no segundo tempo, após muita insistência, o Figueirense abriu o placar com Aloísio. Ainda restavam cerca de 25 minutos de jogo, mais os acréscimos, para empatar e tentar a virada. Para isso, deveríamos ter tranquilidade para buscar o resultado. Só que aí, o Palmeiras jogou um balde de água fria, com uma colaboração do goleiro Wilson. Bola baixa no meio da área, o goleiro Wilson dá um tapa na bola, bem fraquinho, e deixa o gol aberto com a bola nos pés de Marcos Assunção, que só tem o trabalho de empurrar pra dentro, acabando com as esperanças de uma virada. O Palmeiras só jogava nos contra-ataques para segurar o resultado. Ao fim do jogo, muitos torcedores já diriam que ali o campeonato acabou. Sinceramente, não sei o que dizer. Não tenho uma opinião formada sobre a nossa situação. Sim, obviamente é difícil e a queda é iminente, mas não sei como não deixar de acreditar. Pensando com racionalidade, já caímos, mas a paixão de torcedor nos obriga acreditar até o final.

Eu ia postar ontem, mas recebi informações de que mais uma, ou melhor, duas bombas iriam explodir no campo minado do Orlando Scarpelli. E explodiram: Marcos Moura Teixeira e Renan Dal Zotto foram demitidos do Figueirense. O motivo apresentado pelo clube foram os altos salários, mas todos sabemos que é o resultado da disputa de poder dentro do clube. Não tenho nada contra o Renan, alguns até dizem que ele fazia um bom trabalho. Não, sei, nunca vi e não vou julgar. Já o Marcos Moura... esse era nojento! Aos poucos os "canceres" do Figueirense estão sendo eliminados um a um. Isso é bom, dá uma esperança para a torcida alvinegra de que quando esse ano acabar, seja lá aonde o time estiver, os próximos anos serão melhores. Assim espero.

Agora, voltando ao futebol dentro do campo mesmo. A notícia de que o maestro Fernandes só volta em novembro, devido à uma cirurgia que vai fazer, deixa todos tristes. Perdemos nossa referência do meio de campo, aquele cara que levava o time nas costas pro ataque. Bem, temos o Botti, mas que nem se compara com Fernandes. Acredito que, deveríamos testar uma formação com 3 atacantes. Aloísio e Loco Abreu (que está de volta), mais isolados lá na frente, com o Caio um pouco mais atrás, recompondo o meio de campo junto ao Botti para armar as jogadas.

Para isso, deve-se tirar um dos 3 volantes do meio de campo para a entrada de Loco Abreu e a reforma do esquema tático. Acredito que o Túlio devia sair. Ele já tem 36 anos, e não vai aguentar uma maratona de jogos, ainda mais na nossa situação, onde um cara na posição dele tem que correr por dois, ou até por três, já que nossa zaga não passa confiança.

Sendo assim, o time ficaria algo como:
Wilson  ;  Elsinho, João Paulo, Edson e Hélder  ;  Jackson, Claudinei, Botti  ;  Caio, Aloísio e Loco Abreu.

Falando em luta, Caio revelou que tem se tratado na base de injeções para poder jogar. Imagino a dor dele, mas o Caio tem se mostrado, além de habilidoso, um guerreiro. Merece todo o respeito da nossa torcida, pois não desiste nunca. Corre muito nos jogos, e é notória a superioridade técnica frente aos demais jogadores do time. Dá até pena de ver ele jogar no meio de tanto perna de pau. Além de habilidoso e guerreiro, joga em qualquer lado (ou meio) do campo, podendo desempenhar várias funções. Excelente jogador, tem muito futuro.

Não quero me alongar muito, era isso que tinha pra falar. Planejava um post menor, mas acabei me empolgando. É isso, agora temos uma dura sequência fora de casa, contra Vasco e Atlético-MG, respectivamente. Será que ainda dá? Vamos ver.



Chuva de bombas

Postado por Bruno | quarta-feira, 19 de setembro de 2012



Essa semana tem sido uma chuva de bombas para o torcedor alvinegro. Será todas vem para nos fazer mal?

Naturalmente, por se tratar de uma BOMBA, você responderia que SIM. Mas considero que algumas coisas que aconteceram, por mais repercussão que tenham tido, foram boas.

Começamos com domingo, com a derrota para o Bahia, por 2x1, e pra variar, de virada. Abrimos o placar no 1° tempo, onde jogamos pro gasto. Mas com o péssimo preparo físico e a mania de se acovardar no 2° tempo, tomamos o empate, e no fim do jogo, a virada, em um lance pra lá de polêmico. Lançamento da área, e o atacante Jones, do Bahia, chega no carrinho. Só que ele esqueceu que se joga futebol com a bola, e não com o peito do goleiro Wilson, que foi acertado em cheio com os dois pés dele. Todo mundo para, Cláudio Pitbull até coloca a bola pra dentro, mas nem comemora, só fica olhando o juiz que... valida o gol, na cara dura! Pronto, êxtase no Pituaçu e perdemos 1 importante ponto fora de casa. Juiz péssimo, pra não dizer mal intencionado. São sucessivos erros de arbitragens que estão nos prejudicando nesse campeonato, e não acredito ser apenas coincidência.

Aqui o vídeo do gol. Quem disser que isso não foi falta e o gol foi legal, sugiro que procure outro esporte para acompanhar, pois de futebol não entende nada.

Aí a próxima: o afastamento de mais 3 jogadores do elenco principal. São eles: Fred, Guilherme Santos e Ronny. Motivo? Falta de comprometimento com o clube. Como explicar isso? Simples: pouco ou nenhum esforço nos treinamentos, desânimo e festanças. Perfeito, mostra que Chico Lins e Márcio Goiano não estão de brincadeira. Decisão 100% correta e benéfica para o clube. Acho que cabia uma multa aí, mas tudo bem, isso já basta. E agora, a maior bomba de todas: a renúncia do presidente Nestor Lodetti. Bah, e agora? Excelente! Um dos maiores, se não o maior culpado do momento em que o clube está passando. Não mandava nada, e só fez merda, entre elas, assinar o maldito contrato com a Alliance Sports, e outras cagadas a mais que aumentaram e muito a dívida do clube e nos colocaram nessa situação. Já tava na hora dele sair, e no fim do ano, independente da permanência do clube na série A ou não, que saiam o resto das pragas que atualmente estão no nosso clube. Amém. Atualização: quase ia esquecendo: a Eletrosul anunciou que não irá mais patrocinar o Figueirense a partir do ano que vem (o mesmo vale para o co-irmão, Avaí), por conta de medidas que visam reduzir gastos, para se adequar à novas resoluções do Governo Federal. O contrato iria até 2014, mas ele será rompido no dia 01/01/2013. É um bom patrocínio que perdermos. Fará falta sim, mas nada tão grave quanto seria um rebaixamento para série B. Então é bom se preocupar com o futebol, porque bons resultados dentro de campo geram bons resultados fora dele. E outra: o estatuto do clube foi liberado ao público essa semana. Finalmente! O clube não faz mais do que sua obrigação. Um resultado, de muitos que virão, do movimento Democracia Alvinegra (clique aqui para conhecê-lo e acompanhar suas ações). O estatuto pode ser lido e baixado clicando aqui.


Confirma a reação

Postado por Bruno | quinta-feira, 13 de setembro de 2012



Desculpem a demora por postagens, fiquei sem tempo, mas agora voltei. E vamos ao que interessa: a nossa reação.

Após a vitória contra o Corinthians, o time ganhou um novo ânimo para o jogo de sábado, contra a Ponte Preta. Começamos mal, levamos um gol de bola parada, mas conseguimos a virada ainda no primeiro tempo, com o time jogando bem. Mas depois, tivemos o mesmo problema do jogo contra o Náutico: deixar de jogar.

O segundo tempo foi um desastre total, e após muita pressão, tomamos o inevitável empate. O time só dava chutão pra frente. Perdemos a posse da bola e levamos sorte em não tomar uma virada.

O empate poderia ser considerado bom, afinal a Ponte vinha de uma boa sequência de jogos. Mas nós fomos para o intervalo vencendo, e o mínimo que poderia se esperar era que o time jogasse pro gasto e segurasse a vitória, coisa que tinha plena capacidade de fazer.

Então, receberíamos o Cruzeiro em casa. Jogo onde tínhamos que vencer para confirmar a reação. E vencemos.

No primeiro tempo jogamos bem, fizemos o necessário e saímos vitoriosos com um GOLAÇO de falta de João Paulo. O time sentiu muito a falta de Fernandes, que é o maestro do atual meio campo. Pra mim, Márcio Goiano deveria ter entrado com Botti, que é um meia que pensa, mas preferiu Ronny. Ficamos sem criatividade, afinal Ronny é meia-atacante, não meia-armador. Mas conseguimos sair com a vitória.

Já no segundo, tomamos mais pressão do Cruzeiro, que veio a todo custo para buscar o empate e uma possível virada. Contamos com a sorte, pois o Cruzeiro perdeu vários gols, bolas que bateram na trave, passaram raspando ou que pararam em milagres de Wilson. Mas ao final do jogo, retomaríamos o controle do jogo, e em belo passe de Túlio, Hélder recebeu na esquerda e cruzou perfeitamente para Aloísio (que está em excelente fase), matar o jogo e fazer 2 a 0, para o delírio da torcida alvinegra. Depois, debaixo de gritos de olé (desnecessário, mas valeu pela festa), o Figueira fez mais dois gols, que foram anulados pelo bandeira. Não vi os lances pela TV, mas parecia posição legal. 

Fim de jogo, e 3 pontos na tabela, é isso que importa. A rodada foi boa e ruim ao mesmo tempo para nós, e hoje ainda há jogos para darmos aquela secada. O importante é conseguir os resultados e ao fim do campeonato sair da zona e permanecer na série A. Domingo, temos difícil compromisso com o Bahia, que me parece que vem numa crescente. Empate não pode ser considerado um resultado ruim, mas devemos lutar até o fim pela vitória, que é o que mais precisamos nesse momento.

Confiram os gols da partida Figueirense 2 x 0 Cruzeiro:





Divulgue esse artigo

Uma noite iluminada

Postado por Bruno | quinta-feira, 6 de setembro de 2012


Acreditar com desconfiança. Esse era o pensamento do torcedor do Figueirense na iluminada noite de quarta, antes do jogo contra o Corinthians, no Orlando Scarpelli. Para consolidar uma reação no Campeonato Brasileiro, os 3 pontos em casa eram indispensáveis. Os jogadores sabiam disso, e a torcida também. Aliás, esta foi um dos fatores para a vitória: não parou de apoiar o time em nenhum momento.

E assim começamos o jogo. O Figueirense começou bem, mas quem atacava mais era o Corinthians. E numa investida pela direita, Martínez faz boa jogada e chuta com força e categoria no gol, mas este tinha Wilson para defendê-lo. O Wilson que algumas rodadas atrás atravessava má fase, ficou um tempo fora e voltou com tudo. Voltou a ser o velho Wilson, aquele que opera um milagre por jogo, em média. Mas hoje, um milagre seria pouco: Wilson seria santificado.

Mais um ataque do Corinthians. Romarinho sai na cara do gol, mas Wilson fecha o ângulo e faz mais uma boa defesa, mantendo o 0 a 0 no placar. São Wilson salva o Figueirense novamente. Não tinha jeito, ali já tínhamos sinais que a noite era dele e ninguém poderia mudar isso.

O Figueirense, aos poucos, se soltava para o jogo e partia para o ataque. Inclusive, tivemos uma chance claríssima de abrir o placar, e só não foi gol por sorte do Corinthians: Aloísio invade a área pela esquerda, leva toda a zaga corinthiana e chuta. O goleiro até encosta na bola, mas ela ia na direção do gol, se não fosse Fábio Santos, que em cima da linha, salvou. Bate-rebate, a bola é isolada na lateral. Que chance que tivemos! O coração do torcedor alvinegro começava a bater ainda mais forte.

Ainda teríamos mais uma chance clara, com um passe por cima de Ronny que deixou Aloísio na cara do gol, chutando rasteiro com a canhota, mas Danilo se adiantou e defendeu, mantendo a igualdade no placar. Fim de primeiro tempo, e um bom jogo de se ver, com boas chances para os dois lados.

O segundo tempo definiria tudo, e logo no início, com cerca de 1 minuto de jogo, Túlio recebe no meio e faz excelente enfiada de bola na esquerda para Hélder, que de primeira, cruza rasteiro e encontra Caio, livre, iluminado, para pegar, também de primeira, e mandar para o fundo das redes, levando a nação alvinegra ao delírio: 1 a 0. O gol nasceu de uma boa jogada, típica de um time que quer vencer. Nota-se claramente a rápida evolução tática do time com o capitão Márcio Goiano como treinador, sem falar da raça e entrega dos jogadores a cada jogo. Pena que não trouxemos ele antes. Aliás, ainda acho que nunca deveria ter saído, mas tudo bem.

Voltando ao jogo, a partir daí, só daria Corinthians. Claro que, quando com a posse de bola, criávamos algumas jogadas, mas o Corinthians partiu com tudo pra cima e teve as chances mais claras de gol. Pouco tempo depois, Douglas avançou pelo meio, puxou pra direita e chutou, para defesa de Wilson.

Após isso, um lance dramático. Romarinho faz bola jogada pela esquerda, passa para Guilherme, que dribla e chuta forte e rasteiro para o gol. Wilson dá um tapa na bola e ela vai na trave, sobrando livre para o jogador do Corinthians marcar. Ele corre na bola, mas Wilson se joga na frente e evita o que poderia ser o gol de empate do Corinthians. Põe na conta do Wilson mais um milagre, por favor.

Logo em seguida, viria uma substituição estranha: sairia Caio para entrada de Júlio César, que é atacante, só que foi para jogar mais no meio de campo. Essa eu não entendi, mas Júlio não comprometeu e fez o que lhe foi pedido. Ainda tivemos uma boa chance numa bola que Aloísio lutou e conseguiu deixar pra Ronny, só que este chutou mal e mandou para fora.

O Corinthians vinha para o ataque. Tite fez alterações ofensivas e partiu pro tudo ou nada. E agora, mais uma obra de São Wilson. Chute forte de fora da área e Wilson espalma para escanteio. Então, Douglas cobra o escanteio fechado. A bola parecia ir na área, e Wilson até se posicionou para cortar o cruzamento, mas numa curva incrível, um gol olímpico se formava. Mas lá estava Wilson, que providenciou o tapa nela e fez ótima defesa.

Márcio Goiano tira Ronny e coloca Botti, para dar uma ajeitada no meio de campo, que sentiu falta do maestro e camisa 10 Fernandes, que estava lesionado. Que falta faz ele, sorte que já está liberado para o próximo jogo. Botti deu uma segurada na bola no ataque e uns bons passes, mas nada comparado ao FernanDez.

E agora, o que muitos consideram o lance do jogo. No final do jogo, se não me falha a memória já nos acréscimos, bola mandada para a área do Figueirense. A zaga corta, mas corta mal, e Romarinho domina na marca do pênalti, com boa visão para chutar. E o faz, chuta forte no canto direito, mas lá estava Wilson, no reflexo, e começa a operar o milagre. Começa? Porquê? Porque a bola ia sobrando para um jogador do Corinthians, livre, só empurrar para dentro. Só que, para encerrar o milagre e a iluminada noite, Wilson dá um tapa na bola e tira qualquer chance de empate. Espetacular esse goleiro, não é atoa que é ídolo.

E fim de papo, Figueirense 1 x 0 Corinthians. Graças à São Wilson e Caio (sem tirar os méritos de todo o time, que jogou bem), a torcida alvinegra teve uma noite iluminada. Saímos da lanterna e mostramos que estamos vivos no campeonato. Quebramos o tabu de nunca ter vencido o Corinthians no Orlando Scarpelli no Brasileirão. Antes que eu me esqueça, fiquem com os melhores momento do jogo:




Uma recuperação é possível, e vamos acreditar até o final. Jogo por jogo, temos que somar pontos para que em dezembro, possamos confirmar nossa permanência. O momento é difícil, e requer raça, superação e determinação da torcida e dos jogadores. Podemos sair dessa, basta acreditar e lutar. E tenho certeza que, isso não vai faltar. E falando em luta, já temos mais uma marcada, que será neste sábado, às 18h30, no estádio Moisés Lucarelli, contra a Ponte Preta, que vem bem no campeonato. Temos chances de somar os 3 pontos sim, basta usar a camisa com honra e jogar futebol.


Divulgue esse artigo